Vilani

A vida de uma exilada

 

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1ª parte

Vilani era uma pequena leoa, que nascera no seio de uma família de leões muito importantes para o reino: o pai era o rei, o leão mais importante, e a mãe era a rainha, a chefe suprema do grupo de caça. Ela era uma pequena, com uma infância muito triste... Tudo começou num certo dia, de manhã, Vilani ainda era bebé. A mãe levara-a a dar um passeio pela pradaria. O sol estava forte e, a Vincia (a mãe de Vilani), decidiu ir beber água à lagoa. Naquele reino (o reino da Tasmânia), havia várias leoas sem filhos e que estavam sempre dispostas a tudo para conseguirem uma cria, mesmo roubarem as das outras.

E fora o que acontecera. As leoas foram sorrateiramente para a planície onde se encontrava Vincia e Vilani e raptaram a pequena princesa. Como eram muitas, as leoas, depois de terem tirado a pequenina, começaram a lutar pela cria, arrancando um pouco da orelha direita de Vilani. Por sorte, antes de magoarem mais a pobre criatura, Vincia apareceu lutando com as leoas (que deviam de ser umas 13). Estava à vista quem iria perder, era Vincia e, quando ela estava quase a cair por terra apareceu o rei, Leo, salvando as duas. Todo o grupo levou a rainha, quase morta, para a gruta real. Passado 3 horas o mordomo real, Zantan (uma pantera negra), anunciou a morte da rainha. Antes de a enterrarem, deixaram a pequena princesa ir ver a sua mãe. Vilani olhou-a de longe e chegara-se ao pé dela, dando uma marradinha na sua testa. Depois balbuciou, apenas uma palavras (ela falava mal, linguagem de bebé):

-Mamã... ... ...

-A sua mãe juntou-se aos grandes reis do tempo. Mas ela estará sempre, mas sempre, contigo- disse-lhe o rei, como se aquela fosse apenas mais uma leoa que acabava o seu ciclo de vida, uma leoa normal. Ao pé das suas grandes patas , Vilani chorava e olhava-o de cima. Ela notava que no coração do rei um grande pesar estava lá... E esse pesar magoava-o muito.

-E eu, pa’a onde bou?- perguntou a princesa.

-Eu lamento, eu não posso cuidar de si, sou homem. E como vê, todas as leoas do clã têm bebés... Eu não sei...- o rei calou-se, pensativo. Parou e depois olhou para o Zatan, que chorava a morte da rainha. –Zantan, chega aqui! Hei, pequena pode ir lá para fora um pouco?

-Cla’o! – Vilani afastou-se devagar

-Eu nunca gostei muito daquela criança!- disse o rei a Zantan. Sim, o rei odiava a sua própria filha. Como se sabe, o herdeiro tem que ser filho da rainha e do rei e, para herdar o trono, tem de ser MACHO. Então, o rei, queria ter outro filho, mas a rainha não. Já era muito difícil cuidar de Vilani, então, se Vilani morre-se, o rei, ficava com o FILHO da leoa mais chegada a ele.

-Eu não vou matar a criança!!- retorquiu Zantan

-Eu não estou a pedir para tu a matares! Faz com que pareça um acidente! VAI!!!

-Sim, majestade. Vilani!- Zantan virou-se para Vilani- vamos dar uma volta... É para esqueceres os problemas.

Andaram pela pradaria, sem dirigirem palavra. Cada passo de Zantan, eram três de Vilani a correr. Quando pararam perto das terras sombrias.

-Fica aqui!- disse Zantan.

-NÃO!! É p’oibido!!- disse Vilani

-Ora!! Não confias em mim?- a pequena e inocente princesa acenou com a cabeça, afirmante.

Lá ficou ela sozinha e rapidamente ficou rodeada de leoas, para a adoptarem à força... Ela notou e aí atirou-se ao rio lamacento que passava mesmo por trás de uma pedra. Zantan notou mas não ligou; se ela não morresse com as leoas, morria com os crocodilos. Mas não morreu... Alguém a apanhou. Era uma simpática leoa acompanhada de três crias, duas da mesma idade e a outra um pouco mais velha.

-Oi, pequena. Estás sozinha?- a leoa disse amigavelmente

-Eu... eu não sei...

Ela continuou a sorrir: -Então vem comigo. Já encontrei estas três crias, mais uma não me vai fazer mal...

Vilani seguiu-a, tristemente, e olhando para trás, pensando que nunca mais iria ver o seu passado.

Passaram dois dias e chegaram a uma terra estranha, triste e sem cor.

-Cuidado, chamam a esta terra a terra da morte.- disse a leoa

-Descu’pe... eu nem sei o seu nome.- começou Vilani

-Chamo-me Wemba, vim de África, com Sankau, o leãozinho e,- nisto várias hienas aparecem. O grupo começa a correr, fugindo dali. Subiram para cima de uma rocha e lá permaneceram até adormecerem. Os quatros começam a conhecer-se melhor:

-Bom, eu sou Wemba, vim de África, do reino de Scar e de Zira, para procurar os pais de Sankau. Entretanto, na nossa viagem encontramos as irmãs de Sankau, Laani e Simbani, que iam procurar o grupo perdido que trouxe Sankau à dois anos. (Ver rei leão: LEGADO, de Bruno, o final em que Wemba sobrevive). Dirigimo-nos para as terras nortes, procurar os...

-O ‘eino de Bi’a e Sca’e? Em Af’ica? Oh, descu’pe! Chamo-‘e Vi’ani.

-Com "TÊ" ou com "ÉLE"- perguntou Laani, a mais velha.

-Com "ÉUE"- respondeu Vilani

-Com "ÉLE"- disse Wemba, que percebia melhor a linguagem dos bebés.

-Bom, eu acho que pe’feía i’e pa’a Af’ica.-disse a Vilani, com outras ideias em mente.

-Olha, eu vi um grupo de leoas que se dirigia para África. Eu posso te levar amanhã até elas, pedir-lhes que te leve a África, elas são minhas amigas. Laani, depois levas os teus irmãos, enquanto eu levo a Vilani.- disse wemba

Assim ficou combinado e, no dia seguinte Vilani partiu para o reino de Scar, que agora estava transformado no Reino de Simba.

***

Anos passaram e Vilani foi crescendo, crescendo e ficando cada vez mais diferente. Ao passar pelo Sarenguetti, os Pigmeus (macacos) ensinaram-lhe a adornar-se, ficando bonita. Mas ela, agora não queria ficar bonita, queria demonstrar que, a partir do dia em que a mãe morrera, ela não precisava de mais ninguém. Continuou a sua viagem, por África a fora.

***

Quando chegara ao sitio que Wemba lhe indicara (aquele reino que pertencia a alguém chamado Scar) a 1ª coisa que fizera fora perguntar por Scar. Alguns, simplesmente se afastavam, outros faziam-lhe um ar carrancudo e ameaçavam-na. Mas apesar de tudo, ninguém a atacara, pois, com o olhar dela, tinham todos um pouco de medo.

Até que finalmente: O SEU DESTINO!!! A PEDRA DO REI!!! Estava tudo diferente do que Wemba lhe contara. Estava tudo florescido, com animais e plantas, não com terras secas, tristes e sem nada para fazer.

Continuou até chegar ao sopé da pedra onde algum se atirou a ela.

-Rrrrrroooaaaaurrrrr!!!!- gritou alguém

-Uf!

Quando finalmente pararam de rebolar pelo sopé da pedra, olharam-se. Era uma fêmea. Da idade de Vilani.

-Quem és tu, que invade o meu território?- perguntou a leoa

-Não te interessa! Quero falar com o rei S...- começou Vilani com um ar bastante irritado.

-Eu sou a princesa!- gritou ela

-Quem diria!! Então já te interessa! Eu quero juntar-me ao vosso reino! -disse Vilani.

-Bom, eu acho que em 1º era melhor conhecermo-nos. Eu sou a Kiara. E tu?

-Sou a Vilani, a ex- princesa Tasmânica.

-A sério? Por que te tornas-te EX-? -perguntou Kiara com um ar espantado.

Vilani conta a história, mas não contou que Wemba lhe dissera que o rei era Scar.

-Que horror! Aposto, que com essa história, o meu pai te vai deixar entrar!

A face de Kiara dilatou-se para um sorriso.

-Queres brincar?

-Brin-ca-car?

-Sim!! Nunca brincaste?- Vilani disse que não com a cabeça.

-Bom, é fingir que estamos a lutar! Mas sem magoar. Corremos atrás de uma da outra como se tivéssemos a caçar. Percebeste?

Em breve, as duas fingiam que lutavam, apesar de ás vezes parecer que Vilani queria magoar de verdade. Foi aí que alguém apareceu.

-ROOOARRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!

-Hã?!

-Pai?- kiara balbuciou

-Deixa-a em paz, margina!!!- disse um grande leão.

-Pai! Ela só estava a brincar comigo! Vilani, este é o meu pai, o rei!- explicou Kiara.

-Rei Scar? Wemba falou-me que você tinha....-começou Vilani

-Que nome disseste?- perguntou o leão

-Wemba e o seu: Scar...- respondeu Vilani, confusa

-SCAR?!!- gritou o leão furioso- EU SOU SIMBA, O REI DAS TERRAS DO REI, QUE EXPULSOU TODOS OS SEGUIDORES DO TRAIDOR SCAR PARA AS TERRAS DO EXILIO.

Vilani engoliu a seco. Sabia que tinha feito asneira. Olhou para Kiara, e Kiara revirara os olhos, tristemente. Vilani tinha a certeza que iria ser morta ou exilada.

-Segue-me!- disse Simba com um tom de voz amargo.

Enquanto seguiam Simba, Kiara foi junto da Vilani, e lá contou a história de Kovu, que era um leão das terras do exílio, e lá é que era o reino de Scar. E se Vilani disse o nome Scar, era por que tinha uma história, talvez, onde Scar era ligado a ela, ou talvez, fora só a curiosidade (a história de Scar já tinha chegado a muitos reinos).

Vilani, no rochedo, contou a história, mas ela não contou sobre Wemba, e que fora ela que lhe dissera que Scar era o rei. Talvez ela nunca contasse sobre Wemba, por que esta pediu a Vilani: "Quando chegares, falas sobre o que te falei, mas não dizes a ninguém onde estou, aonde vou e quando voltarei ao reino. A mesmo ninguém".

Quando Vilani terminou, Simba olhou para ela. -E por que não ficaste lá?

-Por que eu queria viver num reino auto -dependente, sem precisar dos outros reino para caçar, lutar e viver! Eu também quero demonstrar que consigo viver a minha vida ao meu gosto! Mas visto que tu matas-te Scar e expulsa-te todos os seguidores, só tenho uma coisa a fazer: pedir a ti, se posso cá ficar.

Simba começa a rir: -Uma futura princesa da Tasmânica, que tem todos os reino daquela zona do seu lado, está a pedir-me, a mim, para se juntar? É estranho!... Tudo bem, ok, aceito, mas há certas regras:

  1. NUNCA ir para ao pé da fronteira norte, nem das outras;
  2. Não falar do que se passa no rochedo do rei, a outros leões desconhecido;
  3. Não falar com estranhos (só com a minha permissão);
  4. Vais ser tratada como uma leoa normal, sem aqueles privilégios, como os da Kiara;
  5. NUNCA, MAS NUNCA, pensar em conquistar o reino, matando toda a família real;
  6. Vais ter de tirar esses adornos;
  7. Deves respeitar o ciclo da vida e todas as criaturas;
  8. Não acho conveniente prestares culto ao Scar...

E acho que já não há mais nada a dizer. O que dizes.

-Eu acho que são imensas regras só para uma leoa, que ainda por cima é cria.- disse Vilani- No meu reino só havia 4 paras os pequeno.

Uma leoa do fundo respondeu logo: -Se não gostas, não comes!

-O que foi, oh bichinha!- disse Vilani, começando a enervar-se.

-A tua mãe não te ensinou a ter respeito?- a leoa olhou-a com um ar zangado.

-Respeito? O que é isso? Eu não tenho respeito por ninguém desde o principio da minha vida!- Vilani tirou a língua para fora e fez uma careta- Blhééééé!

-Parem com isso as duas!- rosnou Simba

-Ela é que começou!- disse a leoa

-Vilani! Deves perder esses custumes! Deves ter respeito pelos outros!- disse Simba- Se quiseres viver aqui, vai ser assim!!

-Bom, pelo o que me disseram, o reino de Scar, é muito melhor que esta coisa, a que vocês chamam reino de Simba!- disse Vilani muito aborrecida

-Ouve lá, tu estás a tentar-me!!- rosnou Simba

-E se estiver? Eu odeio-o este reino. É menos auto-suficiente que o meu!

-Nós não precisamos de outros reinos, para sobreviver!- Simba estava quase a sair fora de si. Várias leoas levaram Kiara, para ela não ver. Kiara foi levada à força.

-Não, mas precisam de regras!!- gritou Vilani

-VAI-TE EMBORA, Eu, Simba, EXPULSO-TE PARA AS TERRAS DO EXILIO!!!!

Vilani levantou o focinho e foi-se embora da gruta. No lado de fora várias leoas esperavam-na para a levarem à fronteira. Depois, deixaram-na lá e foram-se embora. Vilani entrou desconfiada e, quando passou o rio (talvez aquele em que Kiara passara a sua aventura com Kovu) ouviu alguém lhe falou.

-Olá,- a voz riu-se para dentro- quem és tu? Uma exilada?...

-Sim, se queres saber, mas isso não te interessa muito. Quero falar com a Zira!

-Olá, cá estou eu... Zira!- disse uma leoa por de trás- E estes que me acompanham são Kovu, Vilani e Nuka. Kovu e Vilani, são meus filhos, e Nuka é um amigo.

-Eu sou Vilani, expulsa por Simba. A história da minha vida fica para mais tarde; Eu quero-me juntar ao teu reino.

-Humm... certo, quantos mais leões melhor .Vamos.

Quando chegaram ás terras sombrias, as apresentações foram feitas.

A família era simples de se perceber: Zira, era a rainha, mulher de Scar, que dera (de Scar) Vitani e Nuka (que era jovem, quase adulto). Mais tarde deu à luz Kovu, que à pouco tempo, conhecera Kiara. Entretanto ainda havia mais crias: Vinca, Vilá e Vil Darck (irmãs), Lion, Akita e Shana (irmãos) e Irá, Ella e Mamela (primas). Ainda havia outras crias como, por exemplo Vaga, Naku, Kuvo e Vatina (irmãos), Nimba, Nuka(outro Nuka filho da prima de Zira, Bira) Leia, Shakes, Ashitaka e Tambi. A vida, ali ia continuar, continuar, continuar e continuar... ... ... ... ... ... ... ...