Vilani

A vida de uma exilada

 

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1ª parte

2ª parte

Vilani cresce, a partir daquele dia, ao lado dos seus amigos e amigas, ao lado da sua mãe adoptiva e do seu pai adoptivo, dos seus falsos irmãos (Kuvo, Naku, Vatina) e de todos os outros, prestando culto a Scar. A principio foi muito difícil habituar-se. Todos tinha costumes diferentes do dela, mas com o tempo, tudo se ensinou e, Vilani, ficou com um objectivo novo na cabeça: MATAR SIMBA.

***

Certo dia, Vilani acordou tarde. O dia estava lindo, e quando ela acordou, saiu da gruta, para se refastelar ao sol. De repente atiraram-se a ela.

-Grrrrrrr!- era o seu falso irmão, Kuvo, muito parecido com o Kovu, filho de Zari e de Sankar, que, naquele momento, eram os pais falsos de Vilani.

-PARA!!!! Estúpido!- gritou Vilani, virando-se para Kuvo, com um ar carrancudo.

-O que passa, maninha? Não gostaste?- perguntou Kuvo com um ar de gozo.

-Vai catar macacos!!

-Hei, o que se passa aqui?- era Zari, a mãe.

-Mãe, diz para ele deixar de me aborrecer!- protestou Vilani

-Parem os dois!- rosnou a mãe- A Vatina vai aprender a caçar, mas claro que não vai sozinha. Vocês os 4 estão na idade de aprender a caçar, e...

-Mas, e os outros? Também estão na idade de caçar. Não vão?- perguntou Kuvo

- Claro que vão! Vão todos!- respondeu Zari- Vá! De que estão à espera? Vão para a pradaria morta!

A pradaria morta... Um sitio horrível, sem agua, plantas, sem nada... Era só uma zona morta. Zira estava lá com Kovu. Kovu preparava-se para saltar em cima de um insecto, mas quando o apanhou soltou-o.

-Não! Kovu não o largues!- disse Zira esborrachando o insecto- O que se passa contigo?

-Mas mãe, ele não estava a magoar ninguém.- protestou Kovu

-Não há lugar para fracos, aqui, meu filho. Lembra-te, Scar viu-te como ele, e escolheu-te como o seu próprio filho.- Zira encostou Kovu a ela

-Mas ele não era o meu pai...- disse Kovu

-Não, mas ele escolheu-te para seres o próximo rei. Quando rosnares, do alto da pedra do rei, já não teremos que viver nesta, secas, varridas, nojentas, infestadas de térmitas, TERRAS DO EXILÍO!!!!

-MÃE!!! MÃE!!!!- Nuka e Vitani acabavam de chegar de uma missão ás terras do reino- Estivemos lá, no rochedo do rei!! E vimos tudo! Nós vimos a cria de Simba!!!

-Vitani! Viram Kiara?- perguntou Zira. Vitani e Nuka responderam que sim com a cabeça.

-Noviadades? -perguntou Zari

- Kiara está cada vez mais... Blééck- disse Nuka

-Pelo que ouvi dizer ela está cada vez mais bonita.- disse uma voz. Era Lion.

-Bonita? Deixa-me rir!- disse outra voz. Era Leia. E em breve todos os amigos de Vilani, estavam ali com as suas mães para aprenderem a caçar.

O dia continuou e a Vilani, com os seus irmãos foram caçar um gnu juntos. Tinham de demonstrar a Zira que sabiam caçar, o que era muito difícil de faze-lo naquelas terras, pois não havia muita caça. Tentaram em 1º na planície da morte (nas terras do exílio, tal como a pradaria morta). Nada. Não havia lá animais. Depois tentaram na própria pradaria morta, mas como estavam lá os amigos nada caçaram.

- Era melhor separarmo-nos em grupos de 2. - sugeriu Vatina - os rapazes, Naku e Kuvo, vão juntos e eu e a Vilani vamos juntas.

- Está bem! – concordaram todos.

Assim eles separaram-se, Vilani foi para a fronteira noroeste e Naku para a fronteira sul.

- Bom, chegamos à fronteira. Não podemos passar mais que isso. – disse Vatina

- Eu não sou nenhuma anormal para não saber isso!- disse Vilani ofendida. Todos pensavam que ela não sabia nada sobre as regras, isto é, as regras de Simba, pois os marginais podem ir ao reino de Simba, desde que ele não soubesse.

- Vamos.- disse Vatina, dirigindo-se para o dito cujo tronco, em que Zira encontrara Vilani.

- hei, espera um pouco, eu vou para o outro lado. – disse Vilani apontando para o reino de Simba.

- Não! É proibido!! – disse Vatina.

- Proibido?! Caso tu não tenhas ouvido bem: a Zira disse que não havia regras! Só para os planos.

Vatina fez um olhar de ódio para dentro.

- Adeus!- gritou Vilani, indo para o reino – Se quiseres vem ter comigo na pradaria dos insectos!!

Vilani foi sozinha e, de longe, Vatina, seguia-a.

De repente, Vilani viu alguém, ao longe. Ela reconheceu. Apesar de ambas terem crescido um pouco ela não se esquecera quem ela era: era Kiara. Que ali estava acompanhada por vários leões e leoas. Até que alguém se atirou a ela.

- Hei!! Kiara! Encontrei uma espia!

- Deixa ver!- gritou Kiara aproximando-se, mas, mesmo antes de Kiara lá chegar, Vilani soltou-se, atirando-se para cima do jovem leão. Até que Kiara reconheceu Vilani.

-Vilani? – balbuciou ela. Talvez Kiara tenha conhecido Vilani por causa dos brincos.

Vilani e o leão lutavam ferozmente e, quando Kiara falou, pararam os dois. Por sorte ninguém se ferira.

- És mesmo tu?- perguntou Kiara com um ar admirado, curioso e alegre, por ter encontrado alguém, tudo ao mesmo tempo. Vilani sorriu, com aquele sorriso só dela.

As duas jovens leoas abraçaram-se alegremente. Todos os seus amigos ficaram espantados.

-Mas como é que tu...?

-De onde vieste?

-Que fazes aqui?

Perguntas que as duas faziam ao mesmo tempo.

-Hei, o que se passa?- perguntaram os amigos de Kiara.

-Lex, Ruben, Kandra, Silka e Banzia, esta é Vilani.- disse Kiara orgulhosa.

-E de onde é que tu a conheces, minha menina?- disse uma leoa, com voz de mimada, com o pêlo cor de creme e ,à volta do olhos, barriga e focinho, branco.

-Hunf! Acho que é melhor ouvires a história, Kandra, minha que-ri-DA!- disse Kiara. Via-se que Kiara não gostava muito de Kandra, e enquanto Vilani só pensava em desfazer Kandra com as suas próprias patas.

Kiara conta a história de Vilani, explicando todos os pormenores aos amigos. Nessa altura, em que Kiara contava a história, Vilani mantinha-se longe, para conseguir manter a raiva por Kandra, quando esta fazia cara de enjoada, sobre a história. No final apenas se ouviu um grito de horror de Kandra:

-HHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAA!!!! ELA É UMA MARGINAL!!!!!!

Vilani saltou-lhe para cima rapidamente.

-Mas não vamos espalhar a notícia, pois não?- disse Vilani em cima da barriga de Kandra. Naquele momento todos pararam. Pensavam que Vilani ia matar Kandra, mas nada aconteceu. Kandra, agora, cheia de medo daquele olhar gelado, nada dizia e, apenas, se mostrava submissa, pois tinha medo de Vilani.

***

Todos se tornaram grandes amigo, e, todos os dias iam-se ver para brincarem. Divertiam-se todos, com as brincadeiras que faziam. Até que tinha de acontecer um dia. Kiara brincava, contentemente, com a sua própria cauda.

-BRRREEE!! Apanhei-te!- disse a jovem Kiara, apanhando o tufo da sua própria cauda. Então ela largou-a sem querer, batendo na sua cabeça, na parte de trás. -Oof!- disse ela quando caiu.

-Jogando os teus joguinhos idiotas, Kiara?- disse uma voz

Kiara andou para trás até ver a Kandra- Rrrr! Vai-te embora! Estou a tentar caçar! rosnou Kiara.

-És tão criança!- gozou Kandra- Agora despacha-te! É hora do jantar e é um jantar com TODOS os membros do reino!

-Estou tão cansada de me estares sempre a aborrecer!- disse Kiara. Subiram as duas até à gruta.

-Despacha-te, Kandra! Despacha-te, pequena Kiara!- disse Makani, uma leoa.

-Makani!! Eu não sou pequena! Em breve irei ser rainha!- disse Kiara.

-Desculpa. Entra! Os teus pais esperam-te!- disse Makani

Quando Kiara se sentou os seus pais perguntaram-lhe como tinha corrido o dia.

-Oh, sim, pequena Kiara! Conta!- disse Kandra, que estava sentada ao lado de Kiara.

-Claro, Klandla.- disse Kiara com um tom de voz gozativo.

-Tu sabes que eu odeio que me chames de Klandla! E espero que não estejas a ranhosar com esse nome tudo o que vês!- disse Kandra, com um ar de ódio.

-Não estava a ranhosar! Apenas escrevi numa folha de palmeira, que serve de meu diário, a qual tu estás sempre a tirar!!- disse alto Kiara. Todo o jantar parou.

-Não, não tiro!! E TU SABES DISSO!!!!

-NÃO, TU NÃO O TIRAS; TU ROUBA-LO!!!!

-NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!!!!! CALA-TE, SUA MENTIROSA IDIOTA!!!

Todos olharam para as duas jovens teenagers a discutir. Os amigos de Kiara estavam muito assustados com aquela discussão e já sabiam que em breve o segredo de Kiara ia ser desvendado.

-SUA...!!!!!! GROOOOWWAAARRR!!!- Kiara atira-se para cima de Kandra.

Nala e Simba vão a correr ao auxilio de Kandra, pois esta era a que tinha sido atacada de surpresa. Nala apanha Kiara pelo pescoço.

-Pára com isso minha menina.- disse Nala afastando Kiara de Kandra. A mãe de Kandra veio em auxílio da sua menina.

-Kandra...- enquanto a Silvian, a mãe de Kandra, estava ao pé da sua menina, Simba fora Ter com Kiara.

-Vamos reunir o concelho por causa disto. Timon *, Pumba, reunam todas as leoas.

Passado um pouco, estavam todos em circulo, na gruta, falando no que se tivera passado.

-Então... O que foi aquele escândalo?- perguntou Simba a Kiara.

-Pai. Ela anda sempre a aborrecer-me!! Eu sempre tento ficar longe dela, mas vocês parecem que a adoram!! Mãe, pai, eu agora, nestas condições digo-vos: EU ODEIO-A!!!

-Odeia-la? Mas tu parecias adora-la!- disse Nala.

-Mãe, normalmente os filhos não gostam de contrariar os pais. Pensam que eles ficam magoados. Mas agora eu disse isto para a minha felicidade!- explicou Kiara

-Mas não era razão para fazeres o que fizeste!- retorquiu Silvian.

-Claro!- disse Kandra –Desde que ela arranjou aquela idiota como amiga!

Todas as crias, amigos e amigas de Kiara, ficaram congeladas. Sabiam o que se iria passar.

-Que amiga?- perguntou Nala.

-Oh, não é nenhuma daqui!- disse Kandra.

-Cala-te, traidora!- disse Lex

-CALA-TE, LEX!- disse Simba. Kiara começou a chorar baixo- Continua, Kandra.

Kandra contou tudo a Simba sobre os últimos dias, e não deixou escapar nada. Disse a Simba sobre as aulas de caça que Vilani dava, luta e agilidade. Assim Simba soube de tudo, onde Kiara arranjava as feridas, monde ela aprendia a caçar e a comer como uma leoa adulta e, onde ela aprendia a ter tanta agilidade, como uma leoa adulta.

***

A noite nas terras do exílio passou depressa e, Vilani, mal podia esperar para se reencontrar com os seus novos amigos. Quando Vilani acordou, pegou em três insectos mete-os na boca (como se fossem o pequeno almoço dela) e partiu.

Zira, que estava a dar banho a Kovu, viu-a sair.

-Nuka, Vatina! Cheguem-se aqui.- disse Zira- vão ver onde Vilani vai. Depois, Vatina, vem me dizer, enquanto Nuka a segue.

-Claro, mãe!- disse Nuka feliz. Era a primeira vez que a mãe lhe falava naquele tom de voz, pedindo-lhe um favor. Nuka e Vatina seguiram Vilani, e mal ela entrou nas terras do rei, Nuka disse para a Vatina:

-Vatina, vai avisar a minha mãe que ela entrou nas terras do rei, enquanto eu a sigo.- assim foi. Vatina correu, correu, até chegar ao covil de Zira.

-Ela......Ela entrou nas terras do rei! Acho que foi ver Kiara.

-Eu vou lá.- disse Zari. Zira aceitou, pois a Vilani era a filha dela, e Zari tinha de Ter toda a responsabilidade por ela. Vatina e Zari correram as duas (Vatina ficava sempre para trás, pois ainda era uma teenager). Quando as duas chegaram à fronteira, começaram a seguir o rasto de Nuka. Até que chegaram a uma clareira, onde havia muitos rastos de leões e leoas.

-Vamos parar para descansar.- disse Zari, mas quando se sentou, apareceu Simba, com um grupo de leoas.

-RRRRrrrrr.- rosnou a jovem Vatina, pondo o pondo o pêlo em pé.

-Eu estou farto de ti, Zari! Em primeiro mandas dois espias e depois vens cá pessoalmente!- disse Simba- TU SABES QUAL É A PENA, POR VOLTARES CÁ!!!

-Sei, sim. Mas acontece que a minha princesa Tasmânica, Vilani, vinha cá todos os dias, ver a tua FILHA!! Hoje eu fartei-me e decidi segui-la!

-Oh, estás a falar desta princesa!... ...- disse Simba. Uma leoa tinha na boca Vilani, ferida.- Ela deu muita luta, mas acabou por perder.

Vatina soltou um grito.

-ASSASSINO!!!!! MATASTE-A!!!- Vatina ia a correr para Simba, mas Zari apanha-a.

-Não, minha pequena, ela não está morta. Ela caiu de uma ribanceira! É um milagre ela estar viva, e apenas só com uns arranhões sem importância. Esta rapariga é realmente especial.- disse Simba sério, olhando para a jovem Vilani, desmaiada.

-Admite, Simba. Adorarias tê-la ao teu lado. Ainda bem que não a aproveitaste quando podias. Ela daria uma óptima máquina de guerra, com o seu feitio.- disse Zari amargamente

-Cala-te! Bom, mas tu vieste mesmo cá por esta princesa, ou por este príncipe?

Sim, Simba também tinha Nuka em seu poder.

-Larga-os, Simba.- disse Zari.

-Tu não estás a perceber a ideia, Zari. Estes dois penetras entram no meu reino, seguidos por ti e a outra cria, e eu ia deixa-los ir embora?

Até que Vilani acorda e, assustada, dá uma patada na leoa que a segurava e começa a correr, afastando-se dali. Mas nisto, bate em alguém:

-Kiara!!

-Vilani!!- as duas abraçam-se.

-Que fazes aqui, Kiara?- pergunta-lhe Vilani

-Queríamos te avisar que o pai de Kiara descobriu tudo!- disse Silka

-Disso já sei eu! Tentaram apanhar-me, as eu caí por uma ribanceira a baixo. Como é que será que ele descobriu?

Kiara e os amigos contam a Vilani o que se passara naquela noite de festa. E disseram que depois Simba decidira armar uma armadilha.

-Foi aquela..... rrrr!- disse Vilani no final.

Nisso ouve-se um galho a partir-se. Todos se viram e vêm Simba. Atrás deles, em frente a Simba, aparece mais alguém. Mas não era ninguém que se conhecesse. Não era Zari, nem Vatina, nem uma leoa ou um leão. Era apenas um vulto na sombra. Quem se aproxima-se via-lhe a cara, mas ninguém teve coragem de se aproximar, a não ser Simba.

-Quem és tu?- perguntou-lhe

-Ninguém que vossa majestade precise de saber!- disse o vulto. Aquela voz metia arrepios, era gelada e sarcástica.

-Estás no meu reino! Acho que me devias responder.

-Apenas procuro uma pessoa. E essa pessoa está mesmo á minha frente. Já não preciso de mais nada, obrigado.

-Que atrevimento!- disse uma leoa

-Deixa estar. Meninos! Vamos! Hei, Silvian, leva a marginal.

-ROOOOWWWARRR!!!!!- disse alguém. Era Zari. –Larga o Nuka e a VILANI!!

Nisto, Nuka solta-se, e foi para ao pé de Vatina, que estava no fundo. Olhando-se bem, estava um circulo à volta de Kiara e Vilani, mais todos os seus amigos: O vulto, Zari, Simba mais o seu grupo, e, no meio, Kiara, Vilani, e as outras crias (Lex, Silka, Ruben e Banzia).

Kiara, então, dá uma cotovelada na Vilani e indicando-lhe para ela fugir pelo meio. Vilani, agradeceu e começou a andar e, pensando que o vulto não a queria, a ela, continuou só olhando para Simba e Zari que estavam a preparar-se para lutarem.

-HHHHAAAAAAAAAA!!!

-Vilani!- Zari parou imediatamente, enquanto Simba foi buscar as crias.

O vulto apanhara Vilani, mas Vilani não gritara por causa disso. Gritara porque conhecia o tal vulto era Zantan.

-Larga-me!!- mas Zantan levou-a, correndo, até desaparecer de vista. Simba ficara a olhar e Zari aproveitou para fugir com Nuka e Vatina, até chegarem a casa sãos e salvos. Mas Simba não descansou. No rochedo andou fazerem uma vistoria ao reino, sem deixarem nenhuma ponta por explorar. Mas Zantan já não estava no reino. Estava no cemitério dos carnívoros (na fronteira Sul).

-Deixa-me em paz!!- disse Vilani, ainda na boca de Zantan.

-Ora, ora. Como a pequena princesa Vilani cresceu. Bonita e forte!! Sim, senhor! E esses brincos ficam-te a matar.- disse Zantan largando-a.

-Quem te mata, daqui a bocado, sou eu!- rosnou ela.

-Uau...! A frágil e a pequena Vilani tornou-se numa fera. Uma magnifica fera!

-Cala-te!! O que queres?- perguntou Vilani.

-Só ver se estavas bem.

-Porque te interessa? Tentas-te matar-me.

-Eu explico-te tudo, Vilani. Eu não te tentei matar: o teu pai mandou-me matar-te (dessa história tu já sabes, até eu te entregar às leoas). Eu aí sabia que estava a ser seguido por um espia do teu pai, por isso fiz tudo conforme o plano e, mal te atiraste ao rio, o espia pensou que irias morrer logo nos crocodilos, e por isso foi avisar o teu pai. Aí eu tentei salvar-te mas aquela leoa, com três crias, encontrou-te. Assim já não te segui, mas mal ouvi leoas a falar sobre uma bebé chamada Vilani, perguntei-lhes onde estavas e elas disseram-me para onde tu querias dirigir.

-Uma coisa não estou a perceber, porque é que me querias salvar?- perguntou Vilani um pouco confusa.

-Porque eu prometi à tua mãe que te protegeria... antes dela morrer...- Zantan começou a chorar- ela fez-me prometer que eu cuidaria de ti. Vilani, a tua mãe tinha um grande desejo. Tu sabes que eu e ela éramos muito ligados. Vou-te contar a minha história, como cheguei a mordomo: a Tasmânia, era um território pequeno, que pertencia ao rei das panteras. Um dia o rei morreu e o filho do rei casou-se com a filha do rei dos leões, que viviam mesmo ao lado da Tasmânia. Assim os dois reinos juntaram-se. Quando aquela dinastia de reis acabou (as panteras de casarem com os leões), quem passou a governar foram os leões, mas as panteras tinham de, obrigatoriamente, de pertencerem a cargos sociais importantes: duques, sub-duques, barões... Acontece que o meu pai era um duque. O pai do teu pai era o rei e a mãe da tua mãe era uma caçadora. Eu conheci a tua mãe, quando ainda éramos crianças, e começamos a namorar. O teu pai, era o filho único do rei, por isso podia fazer tudo o que quisesse. Assim impediu-me de eu e a tua mãe de namorarmos, obrigando-a a namorar com ele. Mas ele não sabia que o amor se ganha assim. Tu podes ter sido filha dele, mas és como se fosses minha filha, minha irmã, minha... ... melhor amiga, pois, és filha de alguém muito especial para mim.

-E como te tornaste mordomo, Zantan?- perguntou Vilani

-Eu e a tua mãe continuava-mos a namorar à distância, até que crescemos e, deixamo-nos de amar. Sabes, o tempo muda as pessoas. Deixamo-nos de amar porque ela casou com o teu pai e apaixonou-se por ele. Mas ela um dia confessou-lhe que ainda se sentia um pouco atraída por mim. Com medo que ela voltasse para mim, o teu pai, Mandou-me ficar como mordomo dele.- explicou Zantan

-Bom, agora que me encontras-te, o que vais fazer?- perguntou Vilani, saindo do estado de choque.

-Vou levar-te para onde pertences.- disse Zantan

-Pois, eu não vou!!!- disse Vilani amargamente.

-Ouve, se voltasses, poderias voltar a ser quem és! O teu pai, como tens essa idade, e quando voltares serás mais velha, o teu pai teria de deixar o trono e dar-to a ti!!

-Pois, mas é esse o meu problema: eu não quero voltar a ser quem sou!!!

-Ouve, minha menina!...- Zantan agarra-a no braço com força, mas Vilani larga-se da grande pata dele.

-Desde que saí do meu reino prometi uma coisa a mim mesma: que a partir daquele dia eu teria a minha vida!! Agora eu vou ter a minha vida e tu vais ter a tua!!

Então, aí, a conversa parou. Zantan apercebeu-se que já não tinha nenhum poder sobre aquela jovem rebelde. Os dois partiram, em direcções opostas. Mas pararam a meio. Olharam-se de lado e, logo a seguir, correram um para o outro, abraçando-se. Parecia pai e filha chorando a longa distância.

-Desculpa, Vilani, não me apercebi que já eras bastante crescida para decidires o que fazes. Ainda penso que és aquela bebé com quem eu brincava todas as tardes.

-Eu tive muitas saudades...- disse Vilani entre soluços.- E eu a pensar que me odiavas e que me tentas-te matar...

Os dois abraçaram-se carinhosamente. Ambos sabiam que nunca souberam aproveitar o seu tempo enquanto estavam juntos e, agora, era tarde demais.- Adeus Vilani. Espero ver-te em breve.- disse Zantan, enquanto se dirigia para a fronteira Nordeste.

Vilani correu, correu e correu para chegar a casa... A sua verdadeira casa, que nunca mais lhe sairia do coração: as terras do exílio.

***

-Deixaste-a lá?! Não acredito!!!- gritou Zira- Para a próxima vou eu!!!

Zira e Zari discutiam sobre Vilani. Há dois dias que ela andava desaparecida e só naquele momento é que Zari se lembrara que o vulto a levara.

-Nem acredito!!!! A tua própria filha!!! É o que eu digo: PARA A PRÓXIMA VOU EU!!!!

-Se houver uma próxima- disse alguém. Era Vilani, acabada de chegar.

De repente todos os amigos dela se atiraram a ela.

-Por onde andaste?- perguntou Lion, curioso.

-É!! E quem é esse tal vulto?- perguntou Vil Darck, aquela que nunca sorria.

Todos estavam preocupados, mas Vilani nada disse. Até que apareceu Kovu e Vitani. Vilani passou por Vitani, mas simplesmente levantou a cabeça. Odiava Vitani do fundo do coração, e não a suportava, nem por cinco minutos. Depois passou pelo Kovu. Ela não sorriu, como fazia habitualmente, para ele. Kovu estranhou aquele sorriso demorado, ou talvez que nem fosse a aparecer, e a verdade, é que nem mexeu os lábios, desde que cegara não fizera aquele sorriso só dela.

-O que se passará? Onde está aquele sorriso lindo?.!- todos os amigos de Vilani começaram a passar a passar burburinho.

-Talvez ela tenha ficado como eu.- disse Vil Darck amargamente- Nem sabe no que se está a meter.

-Cala-te! Ela nunca mudará! Principalmente se vir que está a ficar como tu!- disse bruscamente Vilá.

Mas Vilá não tinha razão. Vilani acabara de mudar e, a partir daquele dia nunca mais sorriu... ... ... ... Aquele sorriso lindo fora-se,... ... ... ... e para sempre.

Quando eu vi

A lágrima a passar,

No canto dos teus olhos,

Percebi

Que alguém,

Alguém te fez sofrer

Ou que te disse coisas tristes,

Te fez chorar,

Mais do que eu sei dizer.

Anda cá,

Dá-me tua mão eu vou

Encontrar o teu sorriso.

Um adeus,

Uma desilusão

Alguma coisa que fez chorar,

O teu coração.

Anda cá,

Dá-me tua mão eu vou

Encontrar o teu sorriso.

Junto a mim,

Nada tens a temer,

E irei conseguir um dia

Que tu sejas feliz...

Muito feliiizzzz... ...

***

Entretanto, na terras do rei, Silka chorava, mais Kiara. Silka nunca mais iria ver a sua melhor amiga. Sim!!! Silka e Vilani eram as melhores amigas. Brincavam, falavam, lutavam, caçavam... E agora nunca mais se iriam ver. Entretanto, também chorava por Ruben e Lex. Em breve eles teriam de sair da manada, arranjar uma para si.

- Oh, Lex... Vou ter tantas saudades- disse Silka num abraço.- Gostava tanto que não tivesses de ir.

-Tem de ser, Silka, mas lembra-te: eu nunca te esquecerei.

-Quem me dera dizer um ultimo adeus à Vilani- disse Ruben.

-Toda a gente gostava que se pudesse fazer isso.- disse Kiara tristemente.

-Eu não!- disse uma voz. Era Kandra.- Se eu vir de novo aquela pimpolha, mato-a!!

-Mas não dizias isso quando ela cá estavas! Estranho...- disse Lex, com ódio.

-Eu é que não queria demonstrar a minha força.!- retorquiu Kandra- Ela era uma paspalha, tal como vocês os quatro. Ainda bem que ela foi apanhada por aquele tal monstro. Hehehehe. Aposto que já está morta.

-Não- te- atrevas- a- dizer- isso- outra- VEZ!!!- gritou Silka.

-O quê? ‘Que a Vilani já está morta’? Olha, se não é para dizer ‘que a Vilani já está morta’, mil perdões. Eu só disse ‘que a Vilani já está morta’ porque é o que eu penso!- gozou Kandra. Mas Silka atirou-se para cima de Kandra ferozmente; as duas caíram de onde estavam, do sopé da pedra do rei, para a pradaria das gazelas.

As duas lutavam ali, ferozmente, e sem piedade uma da outra. As outras leoas iram-nas e foram chamar Simba que foi a correr. Mas algo aconteceu. Um grupo de antílopes, fora a correr para aquele local com toda a força, passando por cima das duas jovens leoas. Kandra, ainda se safou, mas Silka foi atropelada pelos antílopes.

-SILKA!!!!!! NÃO!!!!!- gritou Chalavrilla, mãe de Silka. Chalavrilla fora a correr para a sua pequena filha, que estava deitada no chão, ferida. Kiara também fora a correr, mas apanharam-na tal como as outras crias, para não verem o sofrimento da jovem Silka.

-Por... favor... Kiara...- dizia Silka.

-Estou aqui Silka.- disse Kiara entre soluços.

-Não chores... Em breve estarei com... a minha mãe... ... -disse Silka muito devagar. -Eu prometo... que cuidarei de ti... lá em cima... com os grandes reis do pass. ...

-Não fales. E ainda não vais consegui ver a tua mãe... ainda tens tanto para viver.

-A Vilani está viva... ... ...

-Eu sei, e podes ter a certeza, que ela ainda está viva. Podes ter a certeza...

-Quando vires a Vilani... Diz-lhe que eu estou no céu... a olhar por ellaaa... ... ... ...- Silka acabara de morrer e, tristemente Kiara gemeu; apetecia-lhe gritar. Então virou-se e foi ter com Kandra.

Kiara dá um estalo a Kandra com toda a força.

-Assassina!!! Tu deves estar a rir-te para dentro!!! Fizeste de propósito para ela morrer!!!!

Os amigos de Kiara também se chegam perto.

-Se calhar não era morrer. Ela queria que Silka fosse expulsa!!! Mas mato-a... ....

A noite vem... Todos os habitantes do rochedo do rei fazem um funeral para Silka e, no dia seguinte a assassina de Silka iria ser expulsa.

E fora mesmo o que acontecera. Apesar de Silvian pedir, Simba expulsou Kandra. E não foi para as terras do exílio. Foi para fora de África. Nunca mais se viu Kandra. Pensa-se que ela fora para a Tasmânia e casara com o pai de Vilani.

***

O dia vai, a noite chega. Parece que o tempo passa muito devagar, mas na realidade, passa muito depressa... ...

A noite chega... O dia vem... A noite chega... O dia vem... ... ... ...