Vilani

A vida de uma exilada

 

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1ª parte

3ª parte

Vilani passou um breve tempo, sem nada saber de Kiara. Apenas passou a saber que Kiara crescia feliz ao pé de seu pai passado um mês. Vilani brincava sozinha, sem ninguém, apesar de todos a aborrecerem.

Quase ninguém dos exilados sabia a história dela, por isso estavam sempre a perguntar-lhe coisas sobre a sua família.

***

Vilani brincava sozinha até o seu meio irmão, Kuvo, a vir aborrecer.

-Despacha-te, Vilani. O comer está pronto.

-Estou farta que ele me venha dizer o que fazer.- murmurou Vilani, enquanto Kuvo se sentou na mesa com os pais, Zari e de Sankar, e com os irmãos, Kuvo, Naku, Vatina.

-Despachem-se, meninos. Despacha-te, pequena Vilani.

-Eu- não- sou- PEQUENA!!!! Tenho a idade dos teus outros filhos!!

-Pois, pois- riu-se Naku.

-Cala-te, Cru!!- rosnou Vilani

-Tu sabes que eu odeio que me chames isso!!- disse Naku- e tu és pequena!!!

-Eu não sou pequena, tu é que és!!- gritou Vilani

- Eu não sou pequeno, e tu sabe-lo muito bem!

-TU ÉS PEQUENO, SE EU TAMBÉM O FOR!! TEMOS A MESMA IDADE!!!

Zari já não estava a gostar, e pôs a sua pata na mesa, com força. –PAREM JÁ!!- houve silencio- Vocês os dois, vão para o vosso quarto, agora!!

-Pai!- disse Naku. Mas este não lhe ligou.

-Não é justo!- gritou Naku- O rato é que começou! Porque é que eu também estou no problema?

-Vão, antes que arranjei um grande sarilho!- rosnou Zari.

-Humf!!- disse Naku

-Claro!!!- gritou Vilani. Então, eles foram para os seus quartos.

***

No dia seguinte, Vilani e os falso irmãos, bebiam água no charco. Então, os amigos foram ter com eles.

-Olá- disseram.

-Olá... –resmungaram os quatro irmãos.

-O que se passa?- perguntou Shana, a namorada de Naku.

-Ontem à noite entrei numa luta com a minha irmã!!!!- Naku rosnou para Vilani.

-Não foi minha culpa! Ele começou!- disse Vilani

Vilá riu –Vá lá, pessoal! Não fiquem assim!

-É!- Shana riu-se –Eu luto com os meus irmão ás vezes, também. Mas nada mais! Somos os melhores amigos.- Ela abraçou os irmãos, Lion e Akita pelo pescoço.

-É- gemeu Lion- Os melhores amigos. –Naku sorriu, timidamente- Hey! Quem vem connosco ao Sarabo? Vamos ver alguns amigos.

-Sarabo? Mas fica a 10 milhas daqui. A mãe disse que era proibido!- protestou Vilá.

-A sério? Kovu--?- Shana perguntou ao Kovu.

-Sim, é verdade, A parva tem razão.

-O que são vocês? Bebés?- gritou Vilani- Cresçam e apareçam!! Dominem a coragem, por exemplo!!

A sua simplicidade fez com que Naku ficasse furioso, e ele não queria que a sua namorada pensasse que ele era um "bebé" .

-De que estamos á espera?- Naku sorriu- Vamos!- Ele começou a correr- Shana! Vá lá!- Ela sorriu e correu para o apanhar. Correram todos para o Sarabo e, quando lá chegaram, Shana e Lion, juntaram-se a uma grupo.

Pouco depois, anoiteceu.

Então, Lion, foi falar com Vatina.

-Por que é que a tua irmã está sempre triste e cabaixiva?

-Começou pela morte da sua mãe.

-A sua mãe?

-Ela é a minha falsa irmã- explicou Vatina- A sua mãe morreu ao tentar salva-la, e o seu pai tentou mata-la, logo após à morte da sua mãe. Então a minha mãe adopto-a quando ela foi expulsa por Simba. Mas ela continua tão triste desde que o mordomo do pai veio falar com ela . Eu acho que ela nos ama, mas as memórias da sua mãe nunca saíram do seu coração.

-Tão triste...- disse Lion simpaticamente- Como sabes isso tudo?

-Umas coisa contaram os meus pais, quando ela veio para minha casa, outras ela disse-me, apesar de ter ficado muito triste. Eu tento, muito dificilmente, ser uma boa irmã para ela, a sério. Mas eu acho que ela, simplesmente, não quer que alguém entre no seu coração, mais alguma vez, após a pessoa que cuidava dela ter morrido- Os olhos de Vatina encheram-se de lágrimas.

-Vatina, eu... eu... lamento. -disse Lion tristemente- a minha mãe, também partiu. Mas não morreu. Partiu para ter uma vida melhor e, quem sabe, talvez a mãe de Vilani a tenha conhecido.

Os dois ficaram a olhar, tristemente, as estrelas. Uma leve brisa elevou-se no ar. Pouco depois Vatina encostou a cabeça dela no ombro de Lion. A tristeza tinha chegado a todos, naquela noite. Vilani nunca mais sorrira, desde que o mordomo do pai falara com ela. Ninguém sabe o que ele dissera, apenas sabiam que, o que este lhe dissera fora muito triste, deixando Vilani sem sorrir, para ficar de uma forma triste, sozinha e mortiça. A vida de Vilani nunca mais fora a mesma... Nunca mais. E todos sabem que nunca mais irá ser. Ela era capaz de ficar sem sorriso para toda a sua vida.

-Vatina, -disse Lion- sempre que precisares de alguém para falar, conta comigo, pois estou aqui sempre para te ouvir.

-És muito querido, Lion...

Eles deram uma pequena marradinha nas suas cabeças. Depois, Lion, foi falar com Vilani.

-Vilani, temos de falar...- disse ele cuidadosamente.

-Sobre o que?- disse uma voz triste.

-A tua mãe...

Os olhos azuis olhos de Vilani, encheram-se de lágrimas, que ela tentava conter a todo o custo.

-Quem te falou sobre a minha mãe?

-Vatina.

-Diz a ela para ela me deixar em paz, e que pare de estar sempre a tentar magoar-me! Diz-lhe que eu odeio quando falam sobre a minha mãe e sobre o meu passado...!!!- Vilani saiu a correr, chorando. Vatina viu a cena.

-O que lhe disseste?- disse preocupada.

-Desculpa, Vatina. Eu só queria falar com ela.

-Não fales com ela sobre isso. Ela não percebe que estamos a tentar ajudar. Ela pode ficar muito magoada quando ouve algum nome do seu passado, mas tem de saber que um dia ela terá de se confrontar com tudo o que lhe aconteceu. Espero que esse dia não venha tarde demais. O passado dela foi muito triste... Muito mesmo, e ninguém vai conseguir a dor que ela teve.

-Eu consegui.- disse Lion.

-Não Lion. A tua mãe partiu, mas está viva. A mãe dela morreu mesmo em frente aos seus olhos e, enquanto o teu pai te ama imenso, o pai dela mandou o melhor amigo dela, o mordomo, mata-la. Isto é triste demais para conseguires sentir aquela dor. E imagina se algum dia te viessem falar sobre qualquer coisa da tua mãe. Ela tentou afastar as memória que tinha da sua mãe, mas estas memórias voltaram quanto o mordomo falou com ela. Isso deixou-a muito triste. Por favor tenta não falar isto com ela, ainda é muito cedo para tentarmos.

***

Quando era noite cerrada, Vilani acordou os irmãos para voltarem a casa. Voltaram quando estava a amanhecer. Zari, a mãe deles sabia que eles não tinham dormido em casa, mas não se importou. Simplesmente fez um ar carrancudo e perguntou-lhes onde estiveram, toda a noite.

-No Sarabo. Ninguém me disse que era proibido! E eu acho que não é, visto que Zira me disse que não haviam regras. Agora com licença.- disse Vilani virando a face.

Vilani era assim...

***

Todos os dias, Vilani e os irmãos iam treinar. Lutavam e caçavam insectos. Às vezes Zira observava, lembrando-se de Scar e Mufasa a brincarem juntos, quando eram crias. Zira sempre espiara as brincadeiras de Scar e Mufasa, no cemitério de elefantes, onde Scar conhecera as crias de hienas, Shenzi, Banzai e Ed. Zira nunca brincara com eles. Ela disse para consigo que nunca iria brincar. Não sabia como, mas ela não queria; para isso ela treinava dia e noite para nunca se distrair e para saber caçar e proteger bem.

Quando Kovu ganhava uma batalha aos amigos dizia: -Autógrafos não, por favor- Vilani dizia: -Apanha lá essa.- Lion -Um ponto para mim e nenhum para ti. E todos os outros tinham as suas falas.

Vitani também treinava, mais Nuka. Zira, todos os dias, chamava todas as crias para treinarem. Nuka estava sempre a tentar com que Zira o adorasse mais a ele do que ao pequeno Kovu. Mas ela não queria saber, porque, Scar escolheu Kovu, que não era seu filho.

De manhã, Zira fazia uma corrida de obstáculos, que eles tinham de atravessar a correr.

-Vocês têm de atravessar este percurso sem caírem.

Alguns caíram, mas os que conseguiram continuaram, rapidamente.

-Agora, escalem!!- gritava Zira

Kovu, Vilani, Lion, Shana, Vilá, Vitani, Nuka, Vatina e Leia conseguiram e continuaram. Depois Zira mandou todos atravessarem um rio com crocodilos. Era difícil e muitos caíam á água, mas os que estavam salvos, depois ajudavam os outros. Zira não gostava disso. Achava que todos deviam de viver sozinhos e sem estarem na dependência dos outros. Depois tinham de subir a uma montanha, atravessar rios repletos de crocodilos e atravessar caminhos com espinhos. Eram assim os dias de um exilado.

Zira, em pequena também fora uma vitima, mas não das visões das Terras do Exílio, mas sim, da vida abundante que levava com os pais. A vida era tão abundante que ela tinha tudo o que queria e assim tornara-se mimada e invejosa. Com isso, os amigos não lhe queriam falar e, quando toda a abundância se desfez ficou sozinha sem ninguém. Mas Scar, quando o seu coração se enchera de ódio, chamou Zira para ao pé dele e, aí, Zira conheceu o verdadeiro amor... junto ao pé de um que era incapaz de lho dar...

Quando Vilani chegou, Zira teve uma pequena sensação que iria conhecer a pequena bem. Afinal, a vida de Zira era quase igual à de Vilani, apenas tinha uma diferença: Vilani ainda não conhecia o amor.

***

O sol apareceu, lentamente, nas Terras do Exílio, dando cor àquele lugar medonho e triste. Tudo ali era triste demais para ser contado a alguém como Kiara ou Kandra. A vida, ali, perdia todo o sentido que tinha, tornando os leões e leoas em máquinas de luta e caça. Até as crianças deixavam de sorrir... E uma vitima disso foi Vilani...

Vilani acordara muito cedo e, passado um pouco, Nuka (o sobrinho de Zira), aparecera. Nuka era bonito, mas não tanto quanto o Kovu, Kuvo ou Naku. –Acordas-te cedo.- disse-lhe.

-Não tinha sono. Não consegui dormir.- respondeu ela, elevando a cabeça ao céu.- Diz-me, Nuka. Gostas desta vida, de exilado?

-Não...- disse Nuka, baixinho.

-Eu também a odeio e sabes?... Não precisas de falar baixo.- Vilani penetrou-lhe no olhar- não é vergonha nenhuma de não gostar destas terras. Quem as criou (que foi Simba), é que devia de ter vergonha.

Nuka voltou para dentro. E, por volta do meio-dia, Vilani foi acordar a sua mãe.

-Mãe, acorda.

-O que foi?... Vilani, porque me acordaste? Estou muito cansada!- disse Zari abrindo um olho.

-É hora do almoço! TENHO FOME!!!!- gritou Vilani para a mãe acordar.

-E eu tenho culpa?!- Vilani lançou-lhe um olhar maldoso- Está bem! Podes chamar os teus irmãos, pelo menos?

-VATINA! NAKU! KUVO! COMER!!!- gritou Vilani.

Depois de comerem, Zari diz que eles não iriam ter aula de treino com Zira.

-Então posso sair.- disse Vilani, indo-se embora dali.

-Faz o que quiseres com a tua miserável vida!!!- berrou Zari, dentro da gruta.

Kovu acabara de acordar e vira Vilani ao pé da gruta da sua mãe. Ele correra a ter com ela- A que vamos jogar?

-A nada!- respondeu ela, afastando-se –Não me apetece fazer nada!

-Ela mudou...- disseram os amigos, que acabavam de chegar perto de Kovu.

-Não fiques assim... Kovu!- Akita notava que Kovu tinha algo mais no coração, sobre Vilani. Não era apenas amizade... ...Era amor!

-Posso falar contigo por um instante, Kovu? A sós!!!- disse Akita

-Claro, Akita. –respondeu Kovu, dirigindo-se com Akita para trás de uma rocha.

-Admite, Kovu! Tu ama-la! Adora-la! Estás perdido por ela!- disse Akita, lançando-lhe um olhar de um leão muito inteligente.

-Bom... Eu... gããã...- Kovu começou a gaguejar e a corar. –Por favor. Não digas nada a ninguém!

-Tens a minha palavra.- garantiu Akita

-Hei pessoal...- começou Nimba- o meu irmão está ainda a lavar-se, na gruta. Podem esperar um pouco antes de irmos?

-Ok!- disse Kovu indo para ao pé dos seus amigos.

-Hei, mano!!!- gritou uma voz seca. Era Vitani- perdi alguma coisa?

-Qual é a tua??!!- gritou Shakes- Por tua causa ainda não começamos a fazer alguma coisa!!! Aposto que estiveste a maquilhar-te, a pôr os brincos e, claro, que antes disso deves tê-los lavado mais de 50 vezes!! Nós não temos todo o tempo! Em breve o mundo vai acabar e havemos de dizer, lá em cima, no grande céu, que perdemos grande parte do nosso tempo a esperar por ti... –Shakes, enquanto falava ia-se abaixando- Oh... Já sinto a terra a tremer... Oh...- Nisto, Shakes cai e, quando ele caiu todos bateram palmas, menos Vil Darck.

-Dá-lhe sempre isto?- perguntou Vitani a Vilá, que estava a seu lado.

-As vezes suficientes para eu achar que ele é um tarado!- respondeu ela enquanto Shakes dizia: -Podia acontecer!!

De repente chegou Nuka, o filho de Bira.

-Desculpem o atraso.- disse ele. Shakes ia começar a falar mas Vilá tapou-lhe a boca. -Vá lá!! Tem um pouco de dó. Não queres que me dê uma coisa hoje?- disse ela.

-Adeus pessoal- disse o membro mais novo do bando. Era Ashitaka.

-Onde é que ele vai?- perguntou Nimba.

-Fazer sempre a mesma coisa, Nimba. Tentar dar a volta a Vilani. –respondeu Akita

-E ele consegue?- perguntou Vil Darck, sempre com o mesmo ar.

-Não! È sempre ela que dá a volta a ele.- respondeu, timidamente, Akita.

Todos suspiraram.

Entretanto Ashitaka fora ter com Vilani.

-VILANI!!!!

-O que é que queres, anormal?- perguntou Vilani, maliciosamente.

-Eu quero brincar contigo!- disse Ashitaka, aos pulos.

-Oh! E ao que queres brincar, coisinha deficiente?

-Ao corre-salta-e-mata!

-Tem dó, sim?! Parece-te que eu tenho a tua idade, idiota?- respondeu-lhe Vilani, indirectamente.

-Hummm... E que tal ao mata-salta-e-apanha?- sugeriu Ashitaka

-Ouve! Se vieste para aqui aborrecer-me, como nos outros dias, é melhore ires.- ameaçou Vilani.

-Só queria brincar...- Ashitaka fez o truque de rapazinho triste e inocente, que quase chorava por o terem contrariado.

Vilani suspirou –Ashitaka- disse ela com um tom de aborrecimento –Vai ter com os outros. Decerto que eles querem brincar contigo! ADEEEUUS! Bon voiage!

Ashitaka correu para os amigos.

-Não me digas: Nada!

-Sim, Vinca! Nada!- respondeu Ashitaka.

-Não vale a pena tentares assim. Eu e a vaga temos uma ideia!- disse Vinca

-É verdade!- gritou Vaga muito contente- Cheguem-se aqui...

O plano acabará de ser traçado. Chegaram ao pé de Vilani e Vinca e Vaga explicaram as regras.

Vaga começou –Vilani! Temos uma proposta para ti!

-Outros... O que foi?...

-Ouve: vamos fazer um concurso de música. Vê –Vaga assobiou e apareceram Ella, Mamela e Irá, com umas folhas de árvore, pondo no chão, as folhas, distribuídas, sem estarem umas em cima das outras.

-O concurso consiste em ganhar.- disse Vaga

Tambi começou a gritar, feito louco –FIXE!!!! QUE G’ANDA NOVIDADE!!! LANCEM FOGUTES!!!

-Tambi! Calaste!- gritou Mamela- Vinca! Era melhor continuares tu, antes que o Tambi fique pior!

-Bom... –Vinca continuou, enquanto Vaga fora batera em Tambi -Cada grupo vai receber um cartão com uma música escrita nele (o cartão é a folha) na nossa língua. Depois os grupos vão ter de cantar noutra língua e...

-Posso falar?- todos responderam afirmativamente coma cabeça e ela berrou: -VÃO CATAR MACACOS!!!

Vilani estava furiosa.

-ZIRA!!!

-O que foi, minha querida?- perguntou Zira, vendo Vilani na sua gruta.

-O que foi?! O que foi?! Eu digo o QUE FOI!!!! ESTOU FARTA!!!! Todos os teus filhos e os amigos deles juntaram-se para me matarem de ABORRECIMENTO!!!!

-Não ligues!- disse Zira virando-se para dormir.

-Não ligo?!?! Então o que faço?! Fico a ouvi-los durante todo o dia?

-Acalma-te, pequena!

-EU NÃO SOU PEQUENA!!!- berrou Vilani, mais fula que nunca.

-Claro que não... Ouve. Se estás tão farta, a partir deste dia vais treinar dia e noite comigo.- disse-lhe Zira.

-Eu, á noite quero dormir.- disse Vilani

-È uma maneira de dizer... Agora... VAI!!! Deixa-me dormir!- disse Zira.

Vilani saiu e depois fez um olhar de ódio a Zira. Pouco depois dirigiu-se para o monte Naja Kumbartha. Lá ficou a pensar, tristemente. Estava só, apesar de ter um rei morto a quem prestar culto, de ter uma mãe que não se importava com ela, de ter amigos que gostavam de vê-la a sorrir e de ter o seu melhor amigo ao pé de si, mas muito longe. Ela nos seus sonhos, procurava desvendar dúvidas, problemas e mistérios ou, então, a coisa mais estúpida que um marginal podia fazer, procurar os seus ante-queridos para poder estar com eles. Ela claro que tentava estar com a mãe, mas não se pode controlar os sonhos e (quando Vilani sonhava) apenas revia cenas do seu passado.

O vento fez uma leve brisa levantar-se. A noite vinha com a luz da lua. A luz da lua era linda. Abraçava Vilani e esta, fingia que era a sua mãe a dar-lhe um abraço. Até parecia que a lua cantava, e o seu cantar era sobre a velha música que a mãe de Vilani cantava para adormecer a sua pequena bebé.

Deep in the night the winds blow cold,
And in a heartbeat, the fear takes hold.
Deep in the storm there's a place that's soft and still,
Where the road waits to be taken if you only will.
The voices inside you can lead you so astray,
Believe in what you dream, don't turn away, don't you turn away.

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

Somewhere in time the truth shines through,
And the spirit knows what it has to do.
Somewhere in you there's a power with no name,
It can rise to meet the moment and burn like a flame.
And you can be stronger than any fear you know,
Hold onto what you see don't let it go, don't you let it go.

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

There's no turning back.
You're destiny is calling.
Listen to the thunder roar,
And let your heart break free.

Ohhhh!

Reach for the light

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

Yeaahh!
Yes reach for the light.

***

De manhã, Vilani ouviu algo. Virou-se. Eram 2 hienas.

-Hienas? Em cima do monte Naja?

O pó, em remoinho, passava sobre os olhos de Vilani. As suas patas batiam na terra. Ela engoliu a seco e expirou o ar. O seu coração batia rapidamente. Os seus seguidores, os filhos de Shenzi e banzai, Belatu e Kubo, não desistiam.

-Vem cá pequena princesa! Estamos famintos!

Vilani continuou a correr cada vez mais depressa. Ela sabia que era vergonhoso estar a fugir, mas eles eram dois e, ela, era apenas uma. Até que as duas hienas cercaram-na.

-Hora do almoço!- disse Belatu, a fêmea, lambendo os lábios.

-Oh, meu! Estou faminto!- disse Kubo

Vilani estava agora encurralada. Nada podia fazer. Ou deixava-se morrer vergonhosamente ou dava luta e morria como uma heroína. Vilani preferiu lutar. A luta começou.

Os três olharam-se e Vilani atacou. Dando apenas uma patada a Kubo, este caiu logo não se levantando mais. A patada não fora com muita força que conseguisse encher de sangue a face de Kubo. Vilani parou aflita.

Vilani olhou para a pata. –Não te metas comigo!!- rosnou ela com mais ódio que nunca.

Mas nisto Belatu gritou: -Tu magoaste-o!!- Nesse momento, saltou para as costas de Vilani.

Vilani virou-se rapidamente e atirou a hiena (que era uma pouco mais velha) para longe, até bater na parede de pedra.

Pouco depois, Belatu e Kubo, levantaram-se lentamente, feridos, e fugiram.

Vilani ficou a olhar para as hienas. As possibilidades de ela ganhar era de uma num bilião. Vilani, nisso correu para casa.

Aquela horrível aventura fez com que ela se assustasse. Ela lembrava-se de um sonho em que uma face bem bonita falava com alguém: "És uma deusa, bem bonita. Esta força servirá para a tua protecção contra os males que te rodeiam. Procura a tua luz, tu és o que queres ser. Levo-te para o mundo mais bonito que possas imaginar mas, tem muito ódio. Mando-te para lá para conseguires que todos tenham amor. Desvenda os mistérios que a vida traz à população de África, faz com que todos procurem a luz nos seus corações... Minha querida bebé... Minha querida filha... Minha pequena Deusa.." Mas depois ela acordava, sem saber o fim da conversa. Ficava na dúvida e pensava que estava a enlouquecer.

Ela correu... Correu... Correu... Não tinha um destino traçado, nem nunca iria ter. Ela iria sempre viver ao favor do vento... Numa vida estranha como aquela...

Ela dirigia-se para as terras do exílio, rapidamente, sem esperar. Não queria mais ver, a não ser a sua casa... Ela correu...correu...correu... Até que bateu em algum sitio. Era uma árvore.

-Árvores?- Vilani olhou em volta. A terra onde ela estava era triste sem nada. Escura... Ela via muitos animais irem para lá. Vilani seguiu-os até que entrou num paraíso. Era lindo.

-Uauu!!- Vilani estava boquiaberta.- Onde estou?

Até que Vilani olhou para a esquerda e viu uma grande cascata. Vilani estava maravilhada, mas confusa. Tinha-se perdido e não sabia para onde ia. Até que olhou para Noroeste. Ela ficou surpreendida. Ela sabia onde estava. Dali via o rochedo do rei. Ela estava, naquele momento na fronteira sudoeste.

Ela olhou em volta, suspirou e correu para casa. Aquele lugar lembrava-lhe a sua casa na Tasmânia e, lembrava-lhe Zantan e a sua mãe.

Agora sim... Ela ia direita a casa, procurar não dizer a ninguém sobre aquele magnifico lugar...