Vilani

A vida de uma exilada

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1ª parte

 

4ª parte

Vilani cresceu, e nunca mais viu Kiara nem os amigos dela... Ela cresceu e já não era aquela desengonçada leoazinha de olhos azuis, agora era muito habilidosa, sentia todos os que se chegavam ao pé dela, tinha uma força brutal, era bem bonita, inteligente mas não tinha amizade por ninguém, nunca sentira o que era o amor verdadeiro, visto que o seu verdadeiro pai a odiava, que a sua verdadeira mãe morrera quando ela era muito nova, que os seus pais falso não lhe davam o verdadeiro amor que ela merecia e que nem os seus irmãos gostavam dela. Era assim, ela, a partir de agora era uma leoa sem amor e sem coração. Agora no lugar do seu coração petrificado crescia algo muito pior: o ÓDIO. O ódio por Simba crescera, crescera, quando ela era pequena. Esquecera-se desse ódio quando encontrou de novo Kiara, mas voltara a tê-lo quando Zira e Simba se encontraram frente a frente. A infância dela foi péssima e agora a sua vida está pior.

***

Vilani naquela noite não dormira em casa e, de manhã, quando a mãe adoptiva, Zari, não a viu lá, mas não se preocupou.

- Aquela rebelde!!! Há de chegar o dia em que ela vai se ferir sem nós lá ao pé!- resmungou a mãe, enquanto comia.

- Hei, você os dois- disse o pai Secarelk – vão procura-la.

- Nem penses que vou atrás daquela, daquela...- começou Kuvo

- Kuvo!!! Ela é tua irmã!!! –gritou Zari

- Então, porque é que ela me trata mal. Até parece que nunca teve nenhum amigo...

- Oi, pessoal!! Bom dia, Zari!- disse Kovu, entrando na gruta

- Kovu! A Vilani não está, não dormiu cá!- disse Zari, pouco despreocupada com a chegada de Kovu- mas já que tu és o escolhido, porque não vais procura-la?

-Cala-te! Deixa-o em paz- disse uma voz vinda da porta da grata. Era Zira acompanhada da jovem Vitani.

-Oh, Zira...- disse Zari- não tens senso de humor? Só estava a gozar. Bom, mas só sei que Vilani não dormir cá e...- Zari parou a olhar para todos- mas o que estão todos a fazer aqui? Não morreu ninguém.

-Adeus!- disseram Zira, Vitani e Kovu. Kovu tinha um grande apreço por Vilani. Era a melhor amiga, e, ele próprio, pensava que ela podia ser algo mais.

***

Passaram-se 10 dias e Vilani não voltara. Zari e Zira já estavam preocupadas, apesar de não o parecerem.

-Então, Zari? A Vilani já apareceu?...- dizia Zira com um ar de gozo a Zari.

-Não te interessa.- respondia ela amargamente.- Já pensaste se ela desapareceu por te estares sempre a meter na vida dela?

-Não me parece, tu estás sempre a aborrece-la para ela fazer isto e aquilo.- respondeu Zira a Zari.

-Ah, ah, ah, ah... Vê-se que nunca cuidas-te decentemente dos teus filhos, Zira.- disse Zari amargamente.

-Bom, não fales muito pois...

-CALEM-SE VOCÊS AS DUAS!!!!!- gritou alguém

-Vilani... –disseram Zira e Zari- Porque é que te foste embora?

-Nenhuma das duas tiveram razão no que disseram à pouco –disse Vilani avançando para elas as duas- eu fui-me embora por duas razões:

1. Vocês, ao longo deste tempo nunca se preocuparam comigo, por isso decidi ausentar-me para descobrir o que é o dito cujo amor, e

2. Para viver a minha vida com esse cujo AMOR!!!!

-Mas Vilani, eu dei-te todo o amor que conseguia...- disse Zari

-O quêêêê... ...? Sabes onde estive, mãe? Estive no reino de Simba!! E pelos vistos Nala trata melhor um gnu do que tu tratas a mim!!! Então isso é o amor...? Estranho... E o que se chama ao que a Nala faz?

-VILANI!!!!!!!!!- gritou alguém que se atirou a ela rapidamente.

-Kovu?- quando os dois se levantaram olharam-se e abraçaram-se amigavelmente.

-Que saudades...- disseram os dois ainda abraçados. Vilani, ainda não continuava a sorrir.

Zira olha para Zari e dá-lhe uma cotovelada de leve. As duas olham-se e saem da gruta.

Kovu e Vilani olham-se. Kovu com um olhar de amor e sorridente, mas Vilani nunca lhe contribuíra, nem com um sorriso.

-Porque nunca sorris? Nem um sorriso –perguntou Kovu. Mas Vilani parecia não compreender- Quando foi a ultima vez que sorris-te?

-À muito, muito tempo...quando eu era uma cria e não uma teenager.- disse Vilani

-Porquê?

-Tenho eu alguma razão para sorri? Parece que Zari me odeia. O meu pai nem se fala. Só tenho um verdadeiro amigo: tu.

-Então sorri só para mim.- Vilani faz um sorriso tímido. Kovu quase grita de felicidade; em anos foi o 1º a conseguir fazer Vilani rir. Os dois saem da gruta juntos, e foram para a montanha mais alto que havia nas terras do exílio. Era a montanha mais alta e mais bonita onde cresciam as únicas flores naquela terra. E no alto da montanha os dois olharam o seu futuro, as terras do rei.

Os dois ficaram lá até anoitecer. As noites das terras do exílio eram lindas e apaixonantes e foi debaixo da lua, que Kovu e Vilani se apaixonaram e decidiram e juraram viver juntos para sempre.

Eu não sabia o que era o amor

Até tu me salvares

Mas agora apaixonei-me

Sem espeerar

Fico animada com o teu sorriso

Por te tocar na pata,

Deixo-te pintar a minha alma com as tuas visões

Esperanças e sonhos.

Eu não sabia o que era o amor

Até tu me salvares

Mas agora apaixonei-me

Sem espeerar

Mas agora apaixonei-me.... ... ...

***

O dia veio rapidamente e Kovu acordara com uma luz batendo-lhe nos olhos... Vilani não estava lá. Até que apareceu alguém.

-Vilani!!

-Já acordas-te? Adormeces-te depois de eu me ir embora para casa.- explicou ela.

Os dois partiram pelas terras do exílio a fora correndo, rindo e saltando. Passaram a manhã juntos até chegarem ao cemitério de elefantes. Era um lugar lindo para Vilani! Kovu apenas o achava divertido. No cemitério havia lá um tipo de cerimónia de... hienas.

-Hei, vamos assusta-las?- perguntou Vilani

-Ok!- concordou Kovu.

Dito isto Vilani saiu a correr e assustando as hienas. Depois disso pararam numa ravina felizes.

-O teu sorriso é lindo...- disse Kovu feliz

Vilani levanta-se e, mesmo na ravina começa a cantar, mais Kovu:

"Quando a noite,

Chegooou.

E a terra ficou escura.

E a lua

É a única luz,

Que vemos.

Oh, eu não quero,

Ter medo

Não, eu não quero,

Ter medo,

Desde que tu estejas ao pé de miimmm...

Então Kovu, Kovu,

fica, fica comigo

Oh, fica, fica comigo

Oooohhhh, ficaaa, fica, fica comigo.

Se o céu,

Que nós olhamos

Mostra-nos o nosso futuro,

Ou as montanhas

Deixem de nos guiar

Para o mar,

Ficaremos juntos aqui.

Não quero chorar

Não, não quero chorar

Desde que tu estejas comigo.

Então Kovu, Kovu,

Fica, fica comigo

Oh, fica, fica comigo

Oooohhhh, ficaaa, fica, fica comigo.

Então Kovu, Kovu,

Fica, fica comigo

Oh, fica, fica comigo

Oooohhhh, ficaaa, fica, fica comigo.

Nunca estarás em perigo

Se ficaras coomigo

Oooohhhh, ficaarás comigo.

Eu sei que tuuuuuuu

Ficarás coomiiiígo

Oooooohhhhhhoo,

Fica comigo... ... ...

A tarde chegou, e a fome apertou.

-Tenho fome. Vamos caçar, Kovu?- perguntou Vilani

-Ok, vamos. Mas... O que vamos comer? Quase não há comida, nem água.

-E quem te disse que vamos caçar nesta porcaria de terras?- perguntou Vilani, sempre com aquele olhar frio e arrepiante.- Vamos, mas é, a um sitio mais banal! Anda!

Caminharam ‘sem destino’ durante algum tempo, até que pararam num sitio muito escuro, e ao lado via-se as terras do rei.

-É a fronteira sudeste!- explicou Vilani- quando as terras começam a ficar secas e sem nada, os animais vêm para aqui. Vamos andar mais um pouco

Kovu não percebia. Era para ali que íam os animais? Numa terra escura e sem...? Até que de repente chegaram a um sitio lindo. Era para lá das montanhas, com uma cascata... Era lindo. Era o segredo de Vilani, que estava guardado á imenso tempo.

Kovu e Vilani correram, por aqueles prados verdes, felizes, rebolando e brincando. Sorrisos, abraços e beijos eram dados naquela bonita terra, a qual chamavam Upendi. As brincadeiras dos únicos carnívoros daquele sitio ouviam-se no alto das árvores e enquanto eles brincava as aves elevavam-se no bonito céu, direitos a Killinmanjarow.

Vilani e Kovu caminharam através das densas plantas e árvores difusamente iluminadas pelos raios de sol filtrados pela folhagem.

-Era para aqui que eu vinha pensar. E claro que ainda venho.- murmurou Vilani a Kovu

-Não me espanta. É lindo. Percebo que gostes tanto deste lugar. Parece o paraíso.

-Eu disse-te- disse Vilani espreguiçando-se numa fofa cama de musgo.

Vilani fora até uma cascata, seguida por Kovu até a uma pequena cascata. Filtradas pela névoa do arco-íris, gotas de água baloiçavam e cintilavam ao cair. Vilani mergulhou na lagoa gelada.

-Vem daí!- chamou, chapinhando na água com a pata.

Kovu hesitou e, rindo, foi-se juntar a Vilani.

Durante toda a tarde jogaram às escondidas na cascata. Quando arrefeceu, foram até ao alto de uma colina para ver o pôr-do-sol.

-Kovu- perguntou Vilani, acariciando-o com o focinho- Nunca te sentiste sozinho este tempo todos? Quero dizer, nunca amas-te alguém, tipo eu?

-Sim... Amei-te a ti. Mas tu nunca me contribuais esse amor.

-Kovu...- começou Vilani - Eu tenho muitos segredos e, muitos deles, não deviam ser revelados ainda. Esses segredos deixam-me triste, confusa e em pânico.

-Posso saber que segredos são?- perguntou Kovu, timidamente, para não a magoar.

-Só te posso dizer dois. E, com esses dois, vais achar-me louca.- disse Vilani.

-Não!! Nunca!

Vilani contou a Kovu o seu sonho mais recente, sobre uma senhora que falava com alguém, e contou a sua aventura com Belatu e Kubo. Kovu escutou-a atentamente.

-Não sei o que dizer.- respondeu Kovu – o que tu achas?

-Não me apetece falar nisso, ok?

-Tudo bem.

Os dois continuaram a olhar as estrelas. Eles sabiam que as suas mães, Zira e Zari, nunca lhes iriam construir algo mais que uma relação amorosa que eles agora tinham. Pensavam que era só uma passagem... Mas eles sabiam que não era só uma passagem, e sabiam que algum dia Zari aceitaria o seu novo filho e Zira a sua nova filha. Mas claro que eles ainda têm de crescer e tornarem-se adultos capaz de se decidirem. E com isso viria mais amor.

Com o passar do tempo, Kovu tornou-se os olhos de todos os exilados, Vilani voltara a sorri e a brincar e todos cresceram fisicamente e psicologicamente.

Vilani, estava uma tarde, no local onde as leoas se arranjavam, a tomar um banho de sol, mais Mamela, Irá, Ella, Vil Darck, Vitani, Vilá, Vinca e Vaga, até que Kovu apareceu. Todas começaram a gozar.

-AHH!!! Um homem!!- gritou Mamela

-Que HORROR! Ele está a ver-me!!- começou a gritar Vinca

-Vou imitar o Shakes: -Ella começou com a voz sarcástica de Shakes- Que horror! Um jovem cavalheiro, vindo do alto do monte, veio importunar umas jovens princesas, que tomam alegremente o seu banho sol, para vir apenas localizar a sua namorada, que não via à dez minutos.

Vilani levanta-se e dá um murro no ombro a Ella, de leve. –Para com isso, Ella!

-Oh, claro que pararei com estes actos pouco nobres! Desculpe-me minha jovem pombinha, de ter importunado o seu pombinho.- todos se riram.

-Ah, ah, ah! - Kovu chegou-se perto de Vilani e deu-lhe um grande beijo.

-Eh, lá! Cuidado rapaz! Não sejas assim, tão atirado!

-Olha Vil! Notas alguma coisa diferente em mim? – perguntou, largando Vilani cuidadosamente.

-Oh, sim! É maravilhoso! Olhem amigas! A sua juba está um centímetro maior da ultima vez que ele perguntou!- disse Vilani, gozando.

-Isso não é muito simpático,- disse Kovu- visto que eu te venho desejar boa sorte. Ouvi dizer que era a primeira vez que ias caçar, sozinha.

-Sabes tão bem como eu! Pensava que não ouvias mais nada e só sabias falar acerca dessa estúpida juba...- Vilani parou e olhou um pouco para a juba de Kovu – Quero dizer... Não é assim tão estúpida! Até é um pouco engraçada, tal como tu!

-Oh, que romântico!- disse Irá, olhando para Mamela.

-Bem, boa sorte!- Kovu aproximou-se de Vilani e deu-lhe um a lambidela na cara.- Dou-te mais beijos quando acabares a caçada!

-Do que estão á espera? Vão já para o campo de caça.- disse Bina, aparecendo ali –E tu também vais Kovu! Vais protege-las enquanto elas caçam!

Todas as leoas se dirigiram para lá e viram o campo de caça. Era nas terras do rei. Perigoso, mas tentador.

-É aqui?! - perguntou Vatina

-Sim! Preparem-se!

-Oh, não!!- disse Vatina arrependida.

Todas as leoas lhe fizeram um ar maldoso.

-Nós vamos matar-nos!!- mas ninguém ligou.

Todas se aproximaram do terreno devagar.

-Bem, meninas,- começou Irá- Lembrem-se das regras básicas. Vamos: Mamela -

- A primeira regra básica? Humm... Analisamos a situação.

-Certo! Bom, e Shana. A 2ª?

-Humm. Escolhemos uma táctica!- disse Shana. Irá continuou:

-A 4ª, Vatina? É verdade! Depois a Leia diz a 5ª e a Vilani diz a 6ª, ok? Vilani??!!

Vilani acabara de ir a correr para um dos antílopes.

-Oh, não!- disse a Vatina, a tremer.- Estamos feitas!

Todas correram em direcção a Vilani, devagar, para não espantar a caça. Irá chegou-se ao pé de Vilani, devagar.

- Pst! Vilani! O que estás a fazer? –perguntou Irá baixinho.

-A caçar, acho! Hei! Vai fazer a técnica do cerco!- disse Vilani

-As regras! Temos de as cumprir.- disse Vatina, chegando-se ao pé de Vilani

-Não temos não!- disse Vilani. E lá começaram as duas

-Temos pois!

-NÂO TEMOS NÂO!!

-TEMOS POIS!!

-NÂO!!

-SIM!!!

-Cala-te! Não vou cumprir as regras!

-Vais pois!

-NÃO; NÃO VOU!!!!- o grito de Vilani ecoou em toda a pradaria. Os gnus começaram a fugir.

-Bonito!!- gritou Vatina- olha o que fizeste! Vilani? - Vilani começara a correr para os gnus.

- Se não se despacharem, perdem-nos! Yyyhaaaa!!!!

Vilani atira-se para cima de um antílope, mas este consegue-se livrar dela. Vilani seguiu os antílopes até ao desfiladeiro dos antílopes. Ela continuou a correr como doida seguindo-os sem caçar. Todos os leões estavam sempre distantes a proteger as leoas. Quando viram Vilani a correr, olharam todos para Kovu. Kovu ficara muito envergonhado e depois rira-se, como se desse uma desculpa. –Ah, ah, ah! É a minha Vilani... Eh, eh, eh…

Mas acontecera algo impossível de acontecer. Vilani correu, correu e conseguiu ir para a frente da manada, onde espantou os gnu, que voltaram para trás, para o desfiladeiro. As leoas, quando chegaram ao desfiladeiro, olharam para a frente e, o que viram?... Uma manada de gnus direita a elas. Elas protegeram-se, mas mesmo que não se protegessem... A manada era bem pequena e ninguém ficaria ferido.

Todos os leões desceram rapidamente –Estão bem, meninas?- perguntou Lion

-Cof, cof!- Shana saiu da poeira- Parece-te? Meu deus! O meu belo pêlo!! EU MATO-A!!!!!

-Hei, a Vilani?- perguntou Kovu a Leia que vinha, com Vilá, a tossir.

-Eu garanto-te! Se apanho a tua querida...- resmungou Vilá.

Todas as leoas vinha a resmungar e, por cima do pêlo delas, vinha uma camada de pó muito difícil de sacudir. Vilani chegou lá, nem notou, e disse logo:

-Por que não os apanharam? Mandei-os para cá outra vez!

-Não- disse Vatina, sempre pronta a chatear Vilani –Tu não os mandas-te para cá! TU FIZES-TE COM QUE ELES SE FOSSEM!!!!

Vilani, ali, é que notou a triste figura das amigas cheias de pó. –Ah, ah, ah, ah, ah! A vossa cara!

As amigas ficaram um pouco chateadas mas a seguir ficaram bem, pois olharam para a cara uma das outras e desataram-se a rir histericamente. Kovu fora ter com Vilani. -És sempre a mesma!- Vilani que estava deitada de barriga para cima começou a rir, timidamente.

Vilani levantou-se deu uma marradinha em Kovu e depois os dois olharam-se, mas, de repente, sentiram o chão a tremer. Olharam todos para traz e viram umas imagem aterradora. Milhares e milhares de gnus vinham naquela direcção. Zira, que acabava de chegar lá viu e lembrou-se do que acontecera a Mufasa, naquele mesmo desfiladeiro. Ali, Mufasa morreu e poderia acontecer o mesmo a todos que estavam ali.

Todos os jovens leoas e as jovens ficaram paralisadas de medo. Vilani cuspiu um som da sua boca. Era um som de admiração e da medo. Todos começaram a correr dirigindo-se para o final do desfiladeiro.

Kovu a ajudava Vilani e Vilani ajudava Kovu. Era assim que eles tinham de passar o desfiladeiro. Zira e as outras leoas adultas atiraram-se para aquele pandemónio, tentando salvar as suas crias. Bira consegui salvar Tambi, mas não Nuka. Kovu, entretanto procurava Vilani, que mesmo antes de Bira salvar Tambi, tinha sido projectada para longe por um gnu. Vilani estava aflita procurou um pequeno lugar onde pudesse estar a salvo. Mas Vilani não conseguia encontrar nenhum, até que subiu para uma rocha pouco sólida, no meio do desfiladeiro. Vilani, paralisada contemplava os gnus que fervilhavam pela ravina, e vinha na sua direcção. Vilani, sabia que ali não estava salva, mas a sua reacção foi apenas agachar-se, para se proteger.

Num segundo, a manada estava praticamente em cima dela. O barulho dos cascos era ensurdecedor, e o pó era tão denso que Vilani mal podia ver. Até que conseguiu ouvir chamar pelo seu nome. Era Kovu.

-Vilani- rosnou Kovu. Kovu viu-a em cima de uma pedra no meio do desfiladeiro e logo a tentou salvar, mas viu que era impossível. Então, foi para a parede rochosa, de lado do desfiladeiro. Aí começou a escala-la. Quando subiu para uma saliência, viu Vilani. – Aguenta-te, Vilani! Vou buscar a Zari!

Vilani virou-se para trás para ver Kovu. De repente, um gnu dá um empurrão à pedra onde Vilani estava, fazendo com que ela ficasse prestes a cair.

-DEPRESSA!!!- gritou Vilani.

Vilani semicerrou os olhos no ar poeirento e viu Kovu a abrir caminho pelo meio da manada de gnus.

Mas de repente a rocha caiu. Vilani desorientada, no chão, notou que Kovu estava prestes a chegar ao pé dela. Quando os dois se encontraram correram para a parede do desfiladeiro, mas Vilani caíra, ficando para trás. Kovu, rapidamente, voltou-se e foi contra Vilani, que estava prestes a ser esmagada pelos gnus. Quando Kovu lhe deu um safanão que fez com que Vilani conseguisse ir para um dos lados.

-KOVUUU!!!- gritou ela, subindo a parede, vendo Kovu no meio dos gnus. Vilani olhou para cima. Lá estavam Shana e Bira. Depois olhou para baixo e viu Kovu aflito. Tinha duas pequenas escolhas: ou salvava o rapaz que amava ou salvava-se a si mesma. Vilani preferiu a primeira hipótese. Desceu rapidamente e foi a correr salvar Kovu. Ela consegui leva-lo até à borda da ravina, mas ela foi arrastada por um gnu a galope. O inesperado foi que Vilani em vez de ter ido uns metros para frente, não foi uns metros para o lado indo para o meio do desfiladeiro. Mas estava ali alguma coisa mal. Havia um grande buraco, onde caiam muitos gnu e Vilani foi, praticamente, arrastada para ele. Vilani agarrou-se mesmo á ponta.

-KOVU!!!! AJUDA-ME!! MÃE!!!

Nisto Kovu ouve-a mais Zira e, os dois, lançam-se para a salvar. Correram em direcções diferentes, mas com o mesmo objectivo. Aquela cena parecia estar em câmara lenta. Vilani caia devagar para o buraco e Kovu e Zira não podiam andar mais de dois passos a correr sem pararem. Entretanto Zari precipita-se no desfiladeiro, para procurar a sua filha. Ela conseguiu chegar ao pé de Vilani que quase caia. Aí, começou a puxa-la com todas as suas forças para cima, mas, no momento em que Vilani estava quase a subir, um gnu, dá uma patada a Zari. Uma patada tão forte, que fez com que esta ficasse tonta e fosse empurrada por os outros gnus.

-MÃÃÃÃEEEEEE!!!!- gritou Vilani aflita. Nesse momento, sentiu as patas de trás a escorregarem. –AAAAAHHHHH!!!!!!!

Kovu chega-se ao pé de Vilani, mas esta já estava a cair até que Vilani cai. Kovu começa a gritar.

-NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!

***

-Scar... Toma conta de todos os mortos nesta terrivel aventura... Nuka... Shana... Akita... Vaga... Vatina... Vil Darck... Shakes... Ashitaka... Zari... e Vilani...

Á noite, Zira fazia uma triste cerimónia em honra de todos os membros mortos e, cada vez que a mãe do morto(a) ouvia o nome da seu(sua) jovem filho(a), começavam a uivar, tristemente. Os uivos eram tão fortes, triste e sós que nas terras do rei. Kovu, chorava com todos os seus amigos amargamente, mas apesar disso ele tinha esperança... A esperança da vida, e não da morte; ele não queria acreditar que muitos dos seus amigos estvam mortos, junto de Scar. Mas Zira não tinha esse lado positivo..., tal como toda a gente. Era impossivel eles estarem vivos... Por mais triste que seja...

Mas será?... A vida pode dar revira-voltas e mais revira-voltas... Tudo pode acontecer... Mas o mais provavel está sempre á vista e, Vilani, Zari, Ashitaka, Nuka, Akita, Vaga, Shakes, Vatina, Shana e Vila Darck, nunca mais iriam ser vistos... Por mais triste que fosse...