Vilani
A vida de uma exilada
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1ª parte
5ª parte
Escuro e com muito nevoeiro... Um vulto aproxima-se de dois corpos com, mais ou menos, 1metro de distância um do outro. O vulto para um pouco e olha para cima. Depois olha para os dois corpos estendidos no chão. Daquele vulto só se via os olhos penetrantes. Qualquer exilado reconheceria aqueles olhos e, depois, se se olhasse bem para as orelhas, notava-se que tinham algo mais e deitavam, ás vezes, uma cintilação desfocada.
Era Vilani... Fraca, acordara e olhara em volta. Então, vira os dois corpos. Ela sabia onde estava. Estava num local pouco porvavel de estar viva. Estava no fundo do buraco de onde caira. Era tão fundo que não se via o topo, por isso ela ficou espantadíssima de sobreviver. Aproximou-se dos dois corpos e ficou terrorizada. Era Akita e Shana, os dois irmãos. Os olhos de Vilani encheram-se de lágrimas de culpa.
-Fui eu... Foi tudo culpa minha...- Vilani abrçou Shana e Akita, um ao outro, deixando-os assim. O pesar estava na mente dela. –Nasceram juntos e têm o direito de morrer juntos...
Vilani andou devagar sem destino. Mais á frente do local onde ela estava ela encontrou Zari, caída, ainda... VIVA! Vilani correu para ela.
-Mãe...- Vilaini chorou.
-Vilani...- começou Zari muito fraca- oque se paassa, querida?... Nunca te vi chorar...
-Há sempre uma primeira vez, mãe... Sabes, mamã- Vilani deitou-se ou pé da mãe carinhosamente- nunca soube bem aproveitar o tempo que estive contigo...
-Nem eu... minha pequena... princesa... É pena não poder voltar atrás... Nem andar para frente.
-Não mãe! Tu vias conseguir sobreviver! Tenho a certeza!
-Minha querida... Não tenhas ilusões... Tu própria sabes a verdade tal com eu... Eu vou morrer! Mas peço-te! Vai-te embora e não vejas o horrivel sofrimento que vou passar até morrer... Vai-te embora, minha pequena bebé... e não olhes para trás.
-Nunca te esquecerei...- duas grandes lágrimas descem pelo rosto de Vilani e, nisto ela começa a correr.
Ela passou os dias a andar por aquele buraco onde vários amigos tinham caido. Passou por vários como Nuka,Vatina, Ashitaka e Shakes. Até que ouviu alguém.
-Hei, piolho sorridente! Parece que estás, agora, triste!- a voz era inconfundivel, apesar de ser cheia de dor.
-Vil Dark? Onde estás?- Vilani olhava em roda e nada via.
-Cá em cima!- Vilani olhou para cima e viu Vil Darck a esticar a cabeça toda para ser vista. Vil Darck estavanuma saliencia, mais ou menos a 20metros de altitude. Vilani subiu até lá, facilmente, e lá emcima viu Vil Darck debaixo de um grande gnu. E ao lado estav Vaga, desmaiada ou, talvez, morta.
-Eu já tentei falar com ela, mas ela não acorda...E se ela estiver...- Vilani dirigiu-se para Vaga e pôs-lhe a pata na barriga.
-Ela respira! E tu, Vil? Estás bem? Tens alguma coisa partida?
-Não. Mas tira-me o gnu!- Vilani ajudou Vil a escapar e, quando esta saiu debaixo do gnu, foi logo abraçar Vilani, a chorar aterrorizada. Se aquele fosse um dia normal, todos gozariam com Vil, mas Vilani sabia o que Vil Darck sentia.
-Oh, Vani!- gemeu ela, a chorar.- Ainda bem que apareces-te.
Pouco depois, as duas desceram com Vaga que acabara de acordar quando estavam no chão.
As três continuaram a andar sozinhas... Tristes... Com saudades de tudo e de todos...
Tantos dias de sol bom
E noites de luar.
No peito há sempre uma canção
Para te fazer sonhar.
Mas de repente acaba o Verão
E tu vais ver
Qualquer coisa fina
E a saudade vem...
Quando estás só,
Sem ter ninguém
Vai mais além,
Porque um bom amigo vem
Ver dentro de ti
Quem te ama está
Á espera do teu olhar
Para partilhar
Deixa o coração falar
Giro com o pormenor
Que leva para trás
Sitios e abraços que
Esquecer não és capaz
A vida a querer lembrar-te
Que ninguém está só
Há sempre uma ponte
Que nos liga a algúem
Quando estás só,
Sem ter ninguém
Vai mais além,
Porque um bom amigo vem
Ver dentro de ti
Quem te ama está
Á espera do teu olhar
Para partilhar
Deixa o coração falar
Podes sentir que estás quase a sair
Desse trilho
Que era o teu
Mas ouve o que o teu coração diz
Segue o coração
Vais ver que não eras
Nem quando estás só
Sem ter ninguém
Procura bem
Porque um bom amigo vem
Ver dentro de ti
Quem te ama está
Á espera do teu olhar
Para partilhar
Deixa o coração
Quando estás só, só
Sem ter ninguém
Vai mais além
Porque um bom amigo vem
Ver dentro de ti
Quem te ama está
Á espera do teu olhar
Para partilhar
E o coração
despertara
E enfim serás
mais tu também
Derrpente Vilani vê alguém.
-Zantan... –disse ela triste. Pensava que era alguém parecido com ele, mas não era. Era ele –Mas... ZANTAN!!!
Vilani começa a correr velozmente para ele e quando se chegou ao pé de Zantan, atirou-se a ele com toda a força, feliz, e os dois começaram a rebolar (tal como Nala e Simba, no filme O REI LEÃO, na música Can You fill the love, tonigth) e, quando os dois pararam, olharam-se felizes.
-Vil Darck, a leoa com olhos azuis escuros, pêlo castanho e pêlos na cabeça pretos, e Vaga, a leoa laranja com nariz rosa, olhos amarelos e com aparte de cima do focinho castanho claro.- Vilani estáva a fazer as apresentações- Zantan, a pantera negra de olhos verdes amarelados.
-Muito prazer!- disse Zantan- O que estam a fazer aqui?
Vilani contou o que se passara no desfiladeiro e também o que acontecera até encontrar Vil e Vaga.
-Os gnus não começaram a correr por tua culpa, Vani.- disse Vil Darck- É epoca da imigração para o Sarenguetti e eles fazem sempre isto.
Vilani, então, contou o que se tinha passado no dia em que Zantan aparecera e a levara para falar com ela e, também, no que se sussedera após a morte da sua mãe.
Toda a história era chocante para as duas leoas que a ouviam e, depois disso tudo perguntaram a Vilani o que ela achva das coisas impossiveis que aconteciam a ela.
-Alguém, em sonhos, dizia a outra pessoa: "És uma deusa, bem bonita. Esta força servirá para a tua protecção contra os males que te rodeiam. Procura a tua luz, tu és o que queres ser. Levo-te para o mundo mais bonito que possas imaginar mas, tem muito ódio. Mando-te para lá para conseguires que todos tenham amor. Desvenda os mistérios que a vida traz à população de África, faz com que todos procurem a luz nos seus corações... Minha querida bebé... Minha querida filha... Minha pequena Deusa.." mas, depois, acordava logo.
Vaga, que era uma grande sonhadora disse –Já emaginas-te se eras a pequena deusa e... aquela leoa de face bonita era a tua mãe, que te trouxe para aqui, fazendo com que nascesses de Vincia...?
-Não sejas parva! Se Scar não existe, como fantasma, deus ou rei, essas palermices também não existem!! Para de emaginar. – disse Vil Darck
Zantan ficou intrigado –Quais palermices?Deuses, heróis e coisas do género?- perguntou.
-Isso mesmo, Zantan!- disse Vil Darck
-Mentira... Eu já vi uma deusa! Uma bem bonita! Era a deusa dos mistérios. Ela chama-se Mystic. Era linda...
-Já ouvi falar dela. Era uma deusa do tempo. A minha... mãe falou-me dela!
-Sim, Vilani. E os outros deuses também existem, tal como os grandes reis do passado... E Scar, apesar de não ter sido um rei na terra, é um rei lá em cima, pois cá em baixo, é lembrado, todos os dias pelo os que o amam, como Zira ou vocês as três.
Os quatro andaram, andaram sem destino, como sempre, até que Zantan parou. Para onde querem ir vocês? Posso vos levar até lá. Sei sair daqui...
-Leva-nos até á fronteira Noroeste!
-O quê?! Desculpem... Não me é possivel, só tenho dois caminhos: para a fronteira sul e para a fronteira Este, os montes Naja. E esses são quase impossiveis de atravessar. Só tens mesmo uma escolha: a fronteira sul. Lamento...
-Onde vives?- perguntou Vaga.
-Na fronteira sul, onde se enterram quase todos os animais, principalmente os reis. Querem ir viver para lá? Ofereço-vos a minha casa até arranjarem lá uma.
-aceitamos!- disse Vaga mais Vil Darck
Vilani começou a balbuciar umas palavras -Fronteira sul... Um pouco para direita... Não! Esquerda... Naja... casa...
-O que se passa, Vilani?- Perguntou Vil Darck
-Zantan, só precisamos que nos leves até á fronteira sul. Depois nós sabemos desenrascarmos-nos até casa! Vamos pela ribanceira Naja Kumbartha, vamos á volta dos espinhos, passando pela Selva e continuamos o caminho até casa!
-Meninas... Não dá! As chuvas estam a chegar. Quando chegarem á fronteira sul já vai estar a chover. Vai haver inundações catastróficas, como todos os anos. Vai ser impossivel conseguirem pssar.
-Não! –disse Vil Darck- Nós vamos tentar!- Vil Darck começou a correr –Vamos!
As três começaram a correr -Oh, bem- Zantan também começou a correr.
***
Passou-se duas semanas e os quatro continuavam a andar por ali a fora, rodeados de paredes rochosas e com o caminho cada vez mais estreito.
-Quando chegamos?- perguntou Vilani
- O caminho é demasiado longo para as terras do rei!- resmungou Vaga
- Eu sei, meninas. Eu bem vos disse que isto era muito longo e que anda tudo ás voltas.
-O quê? Que queres dizer?
Zantan fez uns rabiscos no chão e explicou: -Bom, estão a ver o circulo grande? É as terras do rei! Depois o risco que está lá dentro é o nosso caminho. Devemos de estar mesmo por debaixo da pedra do rei!
-Baril!- disse Vilani
-Vamos continuar! – disse Zantan continuando a andar. Dois dias passaram e já começavam a sentir ar fresco com alguns pingos de chuva, até, que chegaram. ‘Chovia a cães e gatos’, mas apesar disso as três leoas estavam dessididas a irem para casa.
-Adeus Zantan! Não te esqueceremos! Obrigado!- gritam as três indo-se embora.
As três andaram, correram felizes, sob a chuva. Contornaram a ribanceira Naja, como planeado, mas quando chegaram á fronteira Este (passados três dias), tudo estava subterrado de água.
-Meu deus... Não vamos conseguir passar, Vilani! Vilani?- como sempre, Vilani acabava de partir, atirando-se á água e nadando, tentando passar, mas em vão.
-VILANI!!! VAIS-TE AFOGAR!!! SAI DAÍ!!!!- gritou Vil Darck.
Até que Vilani ficou aflita.
- VIL!!! AJUda-m... – Vialni acabava-se de afogar, até que alguém veio em seu socorro, levando-a para a margem que ela não queria.
-Ãh? Por que me trouxes-te para aqui, tigre? Era para a outra margem!- disse Vilani ao tigre.
-Não fales asim!- gritou Vaga –Ela salvou-te!! Eu sei que estás nervosa, mas não é para tanto! Pede desculpa!!!
-Desculpa... Eu não queria...- disse Vilani
-Eu desculpo! Não faz mal, vocês ainda são muito jovens! Sou a Emala! E vocês?
-Eu chamo-me Vilani, esta é a Vaga e aquela em cima da árvore (que me estava a tentar salvar) é a Vil Darck. – disse Vilani á Emala.
-Que fazem aqui, meninas? Não sabem que é impossivel passar pelo rio? Têm que ir á fronteira sul e ir pelas terras do rei!
-Não dá! É que nós somos...
-Nós somos leoas Tasmânicas e não pedimos ao rei simba para entrar-mos. Não é, Vaga? –Vilani fez um sinal a Vaga
-Oh! Eu posso pedir a Simba! Quero dizer, nem é preciso! Eu conheço Simba e ele, decerto que vos vai deixar passar.
-He... Mas nós não precisamos! Vamos já embora! Adeus Emala! Vamos, Vaga e Vil Darck!- disse Vilani, dando desculpas.
Quando as três se foram embora.
-O que foi? Ela estva a tentar ajudar!- disse Vil Darck a Vilani
-Vil, ela é uma pridelander. Se ela nos reconheder ainda acontece uma desgraça!
-Então voltamos para trás e estes três dias foram dias perdidos! E é verdade...- disseram Vil e Vaga -e onde vamos viver?
-Eu tenho um sitio espetacular! Vamos!- disse Vilani.
Outros três dias passaram-se e chegaram á fronteira sul, durante a noite. Vilani dizia ás suas amigas como era o local onde íam: era a fronteira sudeste- UPENDI. Quando as três chegaram lá ficaram encantadas. A cascata parecia fazer luz em toda a sua roda.
-Vamos ficar aqui até podermos voltar!
***
O sol bateu na face de Vilani. Os novos brincos dela brilharam e fizeram-na acordar. Ela bocejou e abanou a cabeça para ouvir os brincos. Os brincos, agora, eram de prata e eram duas grandes bolas espalmadas, tornando-as finas. Vilani, também mudara a sua face: pôs dois grandes riscos vermelhos na sua face. Estava bem bonita, mas a grande parte da orelha arrancada ainda estava lá.
Passou-se três meses desde a época das chuvas. Era naquele dia que Vilani, Vil Darck e Vaga íam para casa. As três correram todo o caminho, sem pararem, mas, mal chegaram á fronteira Este, notaram que alguma coisa se passara. Ali, Kovu e Kiara conheceram-se e, Kiara para conhecer Kovu, necessitou ir ás terras do exilio e, a unica passagem era um velho tronco caido, que apenas, naquele era um pau partido em dois.
-O que se terá passado?
-Não sei Vaga. Vamos continuar. Vil, anda!
As três passaram a fronteira Este sem problemas e, mal avistaram os montes das Terras do Exilio, onde viviam, correram para lá.
Mas estava tudo deserto. Parecia que já não havia lá ninguém.
-O que se terá passado? Será que já houve a luta contra os pridelanders?
Sim, já tinha havido a grande batalha, mas os exilados não ganhram, mas sim os pridelanders juntaram-se aos exilados e zira morrera, mais Nuka.
Durante aqueles meses passou-se a aventura de Kovu e Kiara em grandes, O REI LEÃO II: O REINO DE SIMBA.
