Vilani

A vida de uma exilada

Parte 01 | Parte 02 |Parte 03 | Parte 04 |Parte 05 |Parte 06 |Parte 07 |Parte 08 |Parte 09

7ͺ parte

Agora o destino estava do seu lado de Vilani. Estava tudo bem, Kovu continuava com Kiara mas agora tinham um pouco de respeito. Sim! Estava tudo óptimo!... mas por pouco tempo. Lá no alto, nos céus, alguém olhava Vilani. Não era Mystic e também não era ninguém muito querido a Vilani... era Mingau que a olhava com raiva. E ela tinha um plano. Um maldoso plano.

- Hahaha!!!

-De que te ris, Ming? – perguntou alguém a Mingau.

-Por que tens sempre de ouvir as minhas conversas, Mystic? – rosnou Mingau – E PÁRA de me tentares ler o pensamento!! Sabes que é impossível pois...

-Tu és uma deusa! Eu sei! Mas como não me contavas o teu segredo. – ripostou Mystic.

-Tu também tens segredos! – roncou Mingau

-Mentira!! – disse Mystic nervosa – sabes muito bem que eu como deusa dos...

Mingau continuou – mistérios! Como me poderia esquecer!!!

Cilc chegou – PAREM as duas!!!! Não admira que ninguém viva seguro aqui!! É incrível como duas deusas discutem!!

-ELA É QUE COMEÇOU!!! – guinchou Mingau

-Começaram as duas!!! – interrompeu Cilc deixando Mystic de boca aberta, pois ela ia ripostar. O silencio apoderou-se daquele local e as duas deusas não falaram mais. Viraram as costas uma á outra e foram-se embora olhando uma prá outra com ódio.

Entretanto vários fantasmas se aproximaram. Fantasmas conhecidos.... Vincia, Zari e Scar.

-Parece que lhe deu outro ataque, né, Mys? – gozou Scar

-Sim... eu ainda gostava de saber o que é que ela está a tramar.... – Mystic olhou Mingau com ódio e desconfiança.

-Nós sabemos, mas sabes que Cilc proibiu-nos de abrir a boca á cerca dos segredos dos outros.... – disse Zari

-Sim, eu compreendo.... – Mystic voltara para a sua nuvem.

***

-Oi, Vilani – disse uma voz.

Vilani continuara a olhar para o lago atentamente.

-Oi, Tambi. Estou a caçar trutas.

-Vejo que ainda não desististe de ler os pensamentos dos outros, Vi. – riu Tambi, aproximando-se.

-É, mas acabei de descobrir que as trutas não têm pensamentos! – disse Vilani continuando a olhar para o lago

-Que dizes? – retorquiu Tambi.

-Quero dizer – Vilani desviou o olhar do lago e olhou os olhos rosas de Tambi – As trutas tanto têm um pensamento como outro. Nunca mantêm o mesmo durante algum tempo.

-Uau!! Sempre pensei que elas só tinham uma coisa na mente: fugirem!! – Tambi riu acompanhada de Vilani.

-De que estão a rir? – Kovu e Kiara aproximaram-se das duas.

-Oh, oi Kovu, oi Kiara!! Está um belo dia para uma pescaria. – disse Tambi com um sorriso.

Kovu torceu o nariz – Não gosto de peixe!!

Vilani olhou para ele indignada e depois fizera um ar de importante – E quem te disse que depois os íamos comer e, além disso, não são para nós, são para os gatos africanos!

-Admite que foi só para me enervares! – disse Kovu com um olhar estranho.

-Parem os dois – Kiara interrompeu rapidamente – Estão sempre a picarem-se um ao outro! – depois Kiara olha para o ar de Kovu culpado e dá-lhe uma marradinha – Que querem fazer?

-Qualquer coisa, desde que não apanhemos este sol!! – Tambi aproximara-se da sombra. Vilani, Kovu e Kiara seguiram-na e em breve se juntaram a eles o resto do grupo de amigos.

-Oi a todos – disseram e depois deitaram-se á sombra – que querem fazer com este sol?

Ninguém disse nada e depois Vilani disse.

-A tua ideia é boa, Nimba!! Vamos ouvir-te!

Nimba corou. Esquecera-se que Vilani lia os pensamentos – Bem... Nós podíamos... ir nadar.

-Então, o que acham? Eu concordo! – disse Vilani

-Sim, boa ideia! – todos correram para o olho d’água que estava cheio.

Lá olharam, olharam, olharam...

-Hei!! Lá está um lugar! Rápido senão não o apanhamos!!! – gritou Irá.

Em breve todos se divertiam na água e, á tardinha alguém chegou perto deles. Era Zantan, a pantera negra com noticias. Vilani aproximou-se de Zantan e pára mesmo á frente dele.

-Zantan!! Mas... – Vilani estava muito confusa. Zantan sorriu-lhe.

-Não vais-me conseguir ler os pensamentos! Sou um enviado do céu, lembra-te. – disse-lhe Zantan

-Ok, ok!! Mas, o que se passa? – os amigos começavam a aproximar-se curiosos de Vilani.

-Más noticias... Na tasmânia. – murmurou Zantan

Vilani empedreceu. Ficara paralisada e depois olhou com horror para Zantan.

-O que se passa lá? – perguntou furiosa Vilani – Deixa me adivinhar foi o Leo!!

-Vilani! Sabes que Leo está sobre o poder de Minga...

-Eu quero lá saber!!! – Vilani estava com um olhar furioso – Nãos quero ter nada a haver com aquele reino!!!

Zantan olha-a carrancudo – LEMBRA-TE!!!! TU ÉS A FUTURA RAINHA DA TASMÂNIA!!!!

-ERA!!!! – gritou Vilani – ERA a futura rainha das Tasmânia!!! Abandonei o reino!!!

Kiara lembrava-se de alguém parecido com Vilani – Simba. Simba fugira de casa e quando encontrara Nala recusara-se a voltar para o seu reino.

-Vilani, ouve o que se passa! – disse Kiara – Zantan está a tentar falar...

-Ok, mas só porque a Kiara pediu. Fala, Zantan!

-Vilani, Mingau prepara-se para se apoderar da Tasmânia, Leo começa a mostrar a sua face... expulsa uma a uma as panteras negras do reino... E mata as crias de pantera! Com as leoas... obriga-as a comer restos como se elas fossem hienas!

Todos olharam para Zantan. Mas Zantan não ligara aos olhares de horror e continuara – Vilani, ele está a destruir o teu reino e todos os reinos á sua volta! Só os podes...

-Um momento – Vilani interrompeu – só eu? Porque é que as pessoas não fazem nada?

-Já foram avisados da chegada de Mingau! – explicou Zantan

-Mas.... Isso é horrível!! – Vinca estava horrorizada. Em breve todos estavam á volta de Vilani

-Vilani!! É o teu reino! Tens que ir salvá-los!!

-Pensa em todo as pessoas que tu amas lá na Tasmânia!!

-Tu tens de ir!!

Vilani permaneceu quieta. Pensou e olhou para os olhos ansiosos dos amigos. –Bem... Tudo bem... eu volto... – a face de Vilani rasgou-se num sorriso timido.

Voltaram todos á pedra do rei.

***

A noite já estava alta e ao longe ouviam-se uivos de animais. Eles começaram a sua caminhada até á Tasmânia. Pediram a Simba para partirem. Como dizia Vilani ‘irei lá, verei e vencerei’. Durante muito tempo caminharam. Sankau e as suas irmãs indicavam o caminho aos que estavam mais atrás e Vilani indicava á frente. Ninguém se poderia perder, senão era morte certa.

Desde que partiram tinha passado um ano e chegaram precisamente quando passou um ano, dois meses e cinco dias. Era de noite quando pararam para descansar.

-Vi, não disseste que tinhas demorado muito mais tempo a chegar a África? – perguntou Kiara – Estava á espera de casar-me com o Kovu pela viagem visto o tempo que demoraste a chegar. – Kiara continuava com um sentido de humor não muito pró gosto de Vilani

Vilani apenas lhe sorriu e explicou-lhe tudo o que Kiara queria saber – Lembra-te que eu era cria! Era muito mais difícil.

Caminharam por entre as ervas e chegaram a um local horrível.... tudo desvastado e sem animais. Muito pior do que as terras do exílio. Lá mais em frente estava um grupo de leões ao lado de duas panteras negras. Zantan olhou o grupo bem.

-São prisioneiros! Vilani, qual é o teu plano para distrair estes tipos? - Zantan tentou tocar com a ponta da cauda na Vilani, mas apenas tocou em ar. –Vilani?

-Onde é que ela está? – Nimba olhou em volta. – Bom... Daqui não podemos sair! Eu acho que ela sabe o que está a fazer... São as terras dela.

Zantan fez um olhar carrancudo a Nimba.

Aí o grupo agachou-se e decidiram esperar por Vilani voltar.

***

Entretanto no grupo de leões vários acontecimentos aconteceram. Desapareceram três dos sete guardas e não os conseguiam encontrar em lado nenhum.

-Por onde eles andaram? – roncou um dos guardas

-Aposto que foram dar graxa a Leo dizendo que apanharam mais duas panteras negras que tentavam escapar! – rosnou outro guarda com juba negra e olhos vermelhos cor de sangue. –Mereciam que Leo não gostasse do acto deles, não né, Minzampti? – o leão olhou em volta procurando outro guarda – Minzampti?

Minzampti desaparecera tal como os outros três guardas.

-Alto e pára o baile!!! Romon!! – um leão de juba quase vermelha levantou-se.

-Sim, Norb? – perguntou Romon rispidamente.

-Nós só somos aqui três! Temos que nos manter alerta!! – rosnou Norb

Romon fez ar de estar em sarilhos – Três? Só somos dois! Os outros desapareceram, Norb...

-Gr!!! Aqueles traidores!! Aposto que já estão no trono com Leo a falarem na sua mísera caçada, em QUE NÓS AJUDAMOS!!!! – Norb rugiu e esperou que Romon dissesse algo mas fez-se silencio – Romon?

Norb virou-se e não estava lá ninguém... Nem Romon, nem os outros guardas, nem as duas panteras caçadas. O guarda Norb começara a ficar aflito e quando se virara para correr dois olhos se puseram no seu caminho e uma voz maldosa falou-lhe.

-Onde vais, querido?

Norb estava cheio de medo e para onde quer que ele se vira-se os olhos seguiam-no. Até que se aproximaram mais e ele aí viu uma leoa de olhos azuis, uma orelha recortada e com brinco era Vilani). Norb relaxa mais

-Oh, é um docinho! Desculpa fofa, mas tenho de passar. O rei Leo chamou-me.

-Mas eu não quero que vás ter com ele!! – Vilani barrou o caminho a Norb.

Norb estava a gostar de Vilani – Ouve, querida, eu sei que sou muito bom! Aposto que seria um óptimo marido pra ti... mas o dever chama – Vilani não se move. Norb começa a ficar chateado – Ouve eu não te quero magoar... Sai do caminho ou eu...

-Ou tu o quê cara de sapo? – rosnou Vilani, gozando.

-OU EU DESFAÇO-TE!!!! SAI DAÍ, INSOLENTE!!!! – rugiu Norb. Aí, Norb atirou-se ao pescoço de Vilani, mas Vilani desviou-se dando-lhe uma cabeçada na barriga. Norb contorceu-se de dor. Vilani agarra Norb pela juba e mostra-lhe os dentes.

-Vamos embora, Norb...

Vilani amarrou Norb com uma liana e levou-o até um pequeno grupo. Eram todos os guardas que estavam guardados pelas panteras negras.

-É o ultimo – disse Vilani para as panteras – agora, fujam!! Procurem abrigo e não deixem que vos apanhem!!! – as panteras correram e acenaram a cabeça como um obrigado.

Depois Vilani arrastou os guardas até á moita onde os seus amigos estavam escondidos – OI!!!

-Vilani!! Esses sãos os.... – Kovu estava sem palavras.

-Os guardas. Apenas precisas de um pouco de sedução, inteligência e habilidade! Vamos rápido!!

O grupo caminhou durante algum tempo pela miséria daquelas terras. Estavam á procura de algo... um local, que impossível evita-lo... a Pedra Real, onde se encontrava Leo e talvez Mingau.

Chegaram ás populações e o horror foi inevitável... Estava tudo a arder, e leões, panteras e leoas corriam de um lado para o outro. Nada se percebia e, em breve, ninguém se conhecia, pois as panteras e as leoas correram para cima do grupo de Vilani separando-os. Sim... Estavam todos perdidos uns dos outros.

Kovu estava com Zantan. Kovu procurava Kiara, mas, por onde Kiara tinha ido, havia agora fogo. Zantan procurava a sua princesa.

-É impossível encontrarmos alguém aqui!! Anda embora, Kovu!!! – gritou Zantan

-NÃO – guincho Kovu – TEMOS DE OS ENCONTRAR!!!

Zantan agarra com força no braço de Kovu – Sim, estás certo!!! Mas aqui não vamos encontrar ninguém!! Só nos vamos perder mais!!! ANDA!!!!

Kovu seguiu Zantan pelo fogo e quando estavam a salvo ficaram a ver o horror ver-lhes passar á frente.

Entretanto Vilani estava agora cercada pelo fogo. E em breve o fumo envolveu-a e ela desmaiou.

Kiara, Irá e Vinca estavam juntos a tentar libertar Leia, que estava debaixo de uma árvore caída.

-Leia!!! Faz força!! É agora!! – as três puxaram e Leia gritou de dor – FORÇA!!!!

Até que alguém apareceu

-Sankau!!! Ajuda-nos!! – guinchou Kiara.

Sankau correu para as ajudar e em breve Vilá também se juntara para as ajudar. Tinham conseguido libertar Leia, mas esta desmaiara de dor. Sankau pegara-a e dirigiu todas as leoas até a um local seguro onde estavam Simbani e Laani.

A Ella, Mamela, Nimba e Tambi estavam mesmo perto de Vilani, apesar de não a verem. Até que ouviram alguém gritar. Era Kovu e Zantan que as tinham visto. As quatro correram até eles.

-A Vilani!!! Ela veio para aqui e nós seguimo-la!!! – disse Nimba num desespero

-Mas deixamos de a ver!! – concluiu Ella.

-Ela já deve estar em segurança, Kovu!! – disse Zantan quando Kovu começou a avançar um pouco.

-Como podes ter tanta certeza?! – rugiu Kovu – Ela pode ser difícil de morrer, mas não é deusa!!! Ela é meia deusa!!!

-Kovu!!! Eu conheço-a bem!!! Vens ou não? Vou ter de as levar até a um local seguro!!!

Kovu olho Zantan e disse-lhe num suspiro que ia.

***

Vilani estava desmaiada até que alguém apareceu e levou-a. Quando acordou viu uns olhos rosa a olharem-na. Ela levantou-se num rompante e viu uma pantera negra macho a olhar para ela. A pantera sorriu-lhe!

-Grande achado!!! E ainda está vivo!! – gozou a pantera

-Viva se faz favor!! – grunhiu Vilani

-Hehe! Desculpa-me!! Eu sou o Yuri!! E Tu?

Quando Vilani ia a responder ouviu-se um rugido e quando se virou para Yuri ele já não estava lá. Vilani segui-o á distância. Yuri entrara numa espécie de lixeira. Lá estavam quatro panteras macho e duas leoas. Com Yuri eram sete. Esquecendo a sua missão de encontrar Mingau e os seus amigos Vilani entrou devagar.

Duas panteras lutavam por um osso. O mais novo, com os vermelhos e pêlo brilhante, parecia ter tudo controlado, atirando o outro, uma pantera mais velha com pêlo parecido com barbas, contra um manto de musgo.

-Precisas de treinar imenso para me venceres, Barbas! – a pantera macho baixou o osso – Então? Há por aí algum marginal com coragem para desafiar aqui, o Bravo?

Um atirou-se juntamente com os outros panteras mais uma leoa – Não tenham medo!!! Vamos.

Mas bravo desviou-se. Eles embateram contra o Barbas. Bravo riu heroicamente. – É assim pessoal, os marginais mandam no reino e o Bravo manda nos marginais, hehehe!! – Bravo dirigiu-se para o topo de uma pilha de lixo e virou-se para uma leoa acompanhada de Yuri – Então, Vintani! Quem é o rei aqui?

-Oh, és tu Bravo – retorquiu Vintani. Olhou para os outros – E tens um grande reino!

-Hehehe! – Bravo rugiu e todos acompanharam. Vilani aproveitou e também rugiu, mas aí todos pararam e a olharam.

-Olhem rapazes – disse Barbas – parece que temos um novo recruta!

-Hehehe!! Uma leoa caseira!!! – disse um pantera.

Uma leoa cheira Vilani

-Ei, ei! Cuidado! – disse Vilani

-Sossega, coração!! Estava só a ver se reconhecia de hoje em diante o teu cheiro!

Bravo aproxima-se – Ei, ei! Rubi! Eu sou o manda-chuva por aqui!! Vamos lá a ver, então garota! Como te chamas?

-Sou a Vilani!!

-Então, então, espertalhona!! Hehehe! Viste-nos aqui na brincadeira e decidis-te juntar-te a nós! – disse Bravo andando em volta de Vilani

-Hum, sim, claro!! – repondeu Vilani.

-Lamento informar-te, mas os leões caseiros não têm pedalada pra nós! – disse Bravo calmo, a Vilani

-Não sou uma leoa caseira!!! – retorquiu Vilani olhando Bravo nos olhos

-Ai, não? Bom, se tu fosses uma marginal não estavas tão bem tratada. O teu pêlo estava mais... porco e...

Todos se riram. Vilani ficou um pouco ofendida. – Tá bom, tá bom, admito que sou um pouco caseira. Do que é que eu preciso para ser uma marginal?

-Diz-lhe o que ele precisa!! – gritou um macho com olhos azuis.

-Tudo bem Cab!! – respondeu Bravo á pantera.

Nós somos os marginais

Aqueles que vós detestais,

sentimentais e até demais

Bonitos e superleais!!

Comemos com prazer

Carraças dá pra ver!

De posse estamos mal!!

O arroto é natural!!

Não sou cão sapato!

Um felino não é um gato!

Vem cá ver...

Os marginaaaaaaaaiiiiiiiisssssssss...

Cá está o clube anti-helite

A nossa luz é de esferóvite!

O que fazemos é sempre mal!!

Somos assim prós desastrados

Vê lá põe-te a pau

Cá na lixeira

Tudo á maneira

Vem á lixeira

Ver os marginais

Adornos finos não são pra mim

Se tens xixi fazes logo ali

A caridade não mora cá

Se não fores tu a gostar de ti

Quem gostará?

Cá na lixeira

Tudo á maneira

Vem á lixeira

Ver os marginais

Nada de levar injecções

Somos fortes

Nada de infecções

Cá no lugar anda e deixa andaaaaarrrr

Cá não se joga pelo seguro

A noite é rude o dia é duro

Com o nosso cheiro até falta o ar

E cá pra mim é assim que a pulga é que está a dar

Cá na lixeira

Tudo á maneira

Vem á lixeira

Cá na lixeira

Tudo á maneira

Vem á lixeira

Ver os marginais

VER OS MARGINAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIISSSSSSSSS!!!!!

-Então? Achas que tens tudo o que precisas?

-Oh, ela tem, Bravo. Já vi que ela é capaz de sobreviver no ‘fogo’. – disse Yuri

-Então? Posso me juntar? – perguntou Vilani. Bravo respondeu que sim com um aceno de cabeça. – IIIAAAAUUUU!!! Ainda bem!!!

Vilani correu para uma poça de água e esponjou-se nela. – A partir de hoje vou ficar na história!!! Vou ocupar o lugar da melhor de sempre!!! E as pessoas só falaram de mim e de mais ninguém!! Todos se iram esquecer das outras pessoas importantes e....

-Não me parece linda – disse Rubi – tu podes simplesmente ocupar o lugar da segunda pessoa mais falda na história.

-è verdade... A Rubi está cheia de razão! A primeira pessoa que se fala mais é a princesa. – disse Barbas

Bravo afasta-se – Lá vamos nós.

-Dizem que ela era uma deusa, sabias? – disse Cab a Vilani – sim!! E que a mãe dela, Vincia morreu para a salvar!!

-E depois - Barbas continuou – o seu pai, Leo, que ainda é o rei, tentou mata-la, mas a princesa desapareceu quando este a atirou para os crocodilos. Desapareceu deixando a sua beleza nas terras. E como Leo odiava a filha ele destrui tudo.

-Essa parte já é mentira!!! – gritou Bravo a Barbas – Sim é verdade, a mãe morreu a tentar salva-la, mas não foi o pai que a tentou matar. Foi Zantan, o enviado do pai!! Mas Zantan não a queria matar!! Queria a proteger!! Mas a pequenota atirou-se ao rio dos crocodilos e uma tal Wemba de África salvou-a! E quando Leo descobriu disso mandou matarem todas as panteras negras!! E ela fugiu!! Salva!! Enquanto nós morríamos!! Tudo graças a ela!! Agora, sim!! A ira de Leo desencadeou-se!!

-E qual era o nome dela? – perguntou Vilani

-Nunca ninguém soube bem!! Só os mais chegados ao rei e á rainha! Pensa-se que é Vi qualquer coisa! – respondeu Yuri

Vilani abanou-se e Bravo olhou para a sua orelha recortada.

-Ei, ei, ei!!! A princesa tinha a orelha assim!! Não és ela pois não?

-Não, nem pensar! – repondeu Vilani nervosa

-Optimo!! Porque se fosses já eras prato do dia!!

***

Kovu já se tinha encontrado com os outros e agora conversava com Kiara.

-Kiara... tenho medo que aconteça alguma coisa a Vilani.

-Porquê? – perguntou Kiara

-Eu... eu não sei... eu sinto que a Vilani...

-Para ti é mais do que uma melhor amiga... mais do que uma irmã... – concluiu Kiara.

-Como é que tu... – começou Kovu

-Tu olhavas para ela com esse ar. Kovu, eu compreendo que me deixes de amar... Tu sempre a tiveste na mente... desde o dia em que a perdeste... – disse Kiara cabisbaixa. As lágrimas encheram os olhos dela.

-Kiara... desculpa. Eu não sabia que ela estava viva e também... – Kovu sentia-se mal por dentro. Mal não... péssimo!

-Eu compreendo... – duas pequenas lágrimas passaram pela face de Kiara. – Espero que sejas feliz Kovu... agora procura-a! Eu distraio Zantan e tu corres a procura-la!!

Assim foi. Kovu correu á procura de Kiara e com o peito quase a sair-lhe da boca devido a ter de acabar o namoro com Kiara.

***

De noite, Vilani pensava sobre o que os seus novos amigos tinham dito. Até que apareceu Yuri. Yuri e ela tinham-se tornado grandes amigos inseparáveis após algumas horas. Tinham muito em comum por isso davam-se bem.

-Vilani... pareces-te muito chocada com o que eles disseram. – disse-lhe

-Não, claro que não.

-Bom, é que tu, sendo uma flor... – começou Yuri corado

-Eu uma flor? Oh, Yuri! – Vilani estava vermelha.

Yuri era para se aproximar mais de Vilani mas ele hesitou pois Vilani acabava-se de se virar.

-O que foi, Vi?

-Kovu – murmurou ela. – o que é que ele?...

Yuri olhou para baixo e viu um leão. Era o Kovu. Yuri sentiu raiva dele. Seria Kovu namorado de Vilani?

-KOVU!!!! – Vilani pôs a pata – AQUI!!!

Kovu viu-a e começou a correr para ao pé dela.

Yuri estava raivoso e disse a Vilani bruscamente – O Bravo não gosta de intrusos!

-O ‘intruso’ é meu amigo!! – respondeu Vilani asperamente.

-VI!! – Kovu correu para Vilani – Onde estiveste este tempo todo?! Estávamos preocupadissímos!! – Kovu olha Yuri – e quem é ele?

-Kovu, este é Yuri! Ele salvou-me das chamas! Yuri, este é Kovu! Vim com ele de África para cá!

-Prazer – disse rudemente Yuri.

-YURI!! O Kovu é um dos meus melhores amigos!! Não o trates assim!

-Vilani, eu não vou dizer ao Bravo o que se passou aqui, mas ele quer-te na lixeira em breve!! Não voltes tarde!! – Yuri afastou-se.

-Grandes amigos que arranjaste!! – disse Kovu olhando Vilani.

-Sim, são um pouco mais altos que eu... – gozou Vilani

-Porque é que não voltaste? Estávamos todos tão preocupados!! – perguntou Kovu

-Descobri imensas coisas aqui! Eu conto-tas pelo caminho! – disse Vilani

Após ter explicado tudo Kovu perguntou-lhe.

-Pois, mas isso não é razão para não quereres voltar!! Porque é que não voltas-te?

-Eu queria viver a minha liberdade e a minha vida! E consegui agora e adoro!!

-Pois!! E as pessoas que te amam mesmo, heim? Zantan, Kiara... – Kovu olhava-a.

-O que é que queres que eu te diga mais? – perguntou Vilani – Um marginal deita-se sempre tarde, ou come ou caça...

-Corre!! – interrompeu o Kovu

-Sim – continuou Vilani – ou caça esquilos ou pássaros, rosna...

-Corre!! – interrompeu de novo Kovu

-Sim – Vilani já estava chateada – ou salta ou...

-Não!!! Eu estou a dizer para tu correres!! – Kovu desata a correr

Uma manada de touros selvagens ia direita a eles. Vilani também desata a correr, mas quando estava a atravessar uma ponte de troncos caídos ficou presa num nó na madeira.

-Kovu, rápido!! Ajuda-me!! – gritou Vilani

Aí Kovu atirou-se para ajudar Vilani, abriu um buraco nos troncos e os dois pularam para o precipício. Lá no fundo havia um rio. Kovu e Vilani apareceram á superfície.

-Estás bem, Vi? – perguntou Kovu. Com um ‘gasp’ Vilani disse que estava.

-Hehehe!! Oh... Eh, existem maneiras melhores de tomar banho! – Vilani sacudiu-se.

Kovu aproximou-se dela. – Vamos.

A noite estava linda... ... E para Kovu, Vilani também.