Vilani

A vida de uma exilada

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9ͺ parte

Vilani estava deitada. Á sua volta, estava o grupo de amigos dela, sentados. Pareciam que estavam ali para ver o combate. Uma voz maldosa ecoou noas orelhas de Vilani.

-Vilani... Então? Já acordas-te? - era Mingau – Vê os teus amigos! Estão aqui apenas porque os obriguei. Claro que foi preciso hipnotiza-los, mas daqui a pouco já voltam a si! Oh, e outra coisa, não te admires que eles não consigam falar... sabes, calei-os durante 24 horas! E também não se conseguem movimentar... já sabes, outro feitiço!

-Sua... BRUXA!!! – gritou Vilani.

-Nã-nã-nã-nã!! Bruxa não, deusa! Do perigo, para ser mais completa!

Vilani olhou em volta. Apesar de Mingau estar confiante, Leo, nem os outros guardas estavam. Pareciam um pouco preocupados, mas divertidos.

Entretanto os amigos de Vilani voltaram a si. Tentaram falar, mas em vão. Tentavam dizer algo que parecia importante, mas...

-Foste ensinada a bater-te em duelo, Vilani? – perguntou Mingau a Vilani. Vilani desviou o olhar dos seus amigos. – Sabes, isto não vai ser uma luta normal. Vai ser apenas uma luta com maldições!

Vilani continuava a olhar para Mingau como se não percebe-se.

-Fazemos uma vénia uma á outra, Vilani – disse Mingau, curvando-se um pouco, mas mantendo a face de serpente voltada para Vilani. – Anda, devem observar-se as delicadezas... Mystic gostaria que tu mostrasses possuir boas maneiras... Faz uma vénia á morte, Vilani...

Os guardas riam ás gargalhadas. A boca de mingau sorria. Vilani não fez vénia. Não ia deixar que Mingau se risse á custa dela antes de a matar... não lhe daria essa satisfação...

-Eu disse uma vénia! – proferiu Mingau, levantando a pata. E Vilani sentiu a coluna a dobrar-se impiedosamente para a frente e as gargalhadas dos guardas aumentaram.

-Muito bem! – murmurou Mingau e, quando levantou a pata a pata a pressão que pesava Vilani desapareceu. – E agora... o duelo.

Mingau gritou e abriu a boca e, antes que Vilani poder fazer o que quer que fosse para se defender, antes de poder sequer mover-se foi atingida pela maldição cruciatus. A dor foi tão intensa, tão devoradora, que ela deixou de saber onde estava... facas escaldantes perfuravam-lhe todos os centímetros da pele, a cabeça ia certamente explodir de dor; estava a gritar mais alto do que gritara em toda a sua vida. E depois aquilo parou. Vilani rebolou e pôs-se de pé com esforço; tremia incontrolavelmente, oscilou para o lado e olhou de novo para Mingau.

-Uma pequena pausa – disse Mingau – uma pequena pausa... aquilo doeu, não foi, Vilani? Não queres que eu volte a fazer aquilo, pois não?

Vilani não respondeu. Ia morrer como Yuri, aqueles cruéis olhos azuis diziam-lho... ia morrer, e não havia nada que pudesse fazer contra isso... mas não ia alinhar. Não ia obedecer a Mingau... não ia suplicar...

-Perguntei-te se queres que volte a fazer aquilo? – disse Mingau brandamente – Responde-me! Imperius!

O maldição Imperius obrigava a mente das pessoas a fazerem o que o outro queria. A mente de Vilani fora esvaziada de pensamentos... ah, era a felicidade, não pensar... era como se estivesse a flutuar, a sonhar e uma voz ao longe dizia levemente:

Basta responderes ‘não’... diz ‘não’... basta responderes ‘não’...

Não digo, clamou uma voz mais forte nos recônditos da cabeça de Vilani

Basta responderes ‘não’

Não digo, não faço isso.

basta responderes ‘não’...

NÃO DIGO!!!!!

E aquelas palavras saíram como jacto da boca de Vilani, ecoaram na caverna e o estado de sonho cessou tão depressa como se lhe tivessem despejado água fria por cima. E voltaram as dores que a poderosa maldição cruciatus lhe tinha deixado por todo o corpo e também voltou á compreensão do sítio em que estava, e do quem enfrentava...

-Não dizes? – interrogou Mingau em voz baixa. Agora os guardas já não riam – Não dizes ‘não’? Vilani, a obediência é uma virtude que tenho de te ensinar antes de morreres... talvez mais uma pequena dose de dor?

Mingau ia a abrir a boca para lhe lançar mais uma maldição cruciatus, mas desta vez, Vilani, estava preparada, com os seus poderosos reflexos, atirando-se para o chão lateralmente; rolou para trás de uma rocha alta e ouviu-a rachar quando a maldição falhou.

-Não estamos a jogar ás escondidas, Vilani – disse a voz macia e glacial de Mingau, aproximando-se, enquanto os guardas e Leo riam – Não podes esconder-te de mi. Isso significa que estás cansado do nosso duelo? Significa que preferias que eu acabasse contigo agora mesmo, Vilani? Sai daí, Vilani... sai daí e joga... será rápido... poderá até ser indolor... eu não sei... nunca morri...

Vilani agachou-se por de trás da rocha e soube que o fim chegara. Não havia esperança... não havia ajuda à vista. E ao ouvir Mingau ao aproximar-se ainda mais, soube apenas uma coisa e essa estava para além da razão, do medo e da dor... não ia morrer ali agachada como uma criança a jogar ás escondidas; não ia morrer ajoelhando-se aos pés de Mingau... ia morrer com orgulho, ia morrer tentando defender-se, ainda que não houvesse defesa possível. Mingau era imortal.

Aí Mingau esticou o seu focinho de serpente para lá da rocha e, Vilani assustada só fez uma coisa. Com toda a força arranhou profundamente Mingau. Mingau afastou-se e os risos trocistas dos guardas e de Leo pararam de imediato. Vilani esperava ver as feridas a cicatrizarem, ou qualquer coisa parecida fazendo com que Mingau não sentisse dor. Mas não aconteceu nada. Mingau elevou a pata ao focinho e vendo sangue gritou de horror. O focinho ardia-lhe de dor. O coração de Vilani quase pulava para fora do seu peito. Kovu e todos os outros sorriam, mudos.

Mingau gritava como nunca tivesse sentido dor. Elevou as patas ás face e ficou assim, esperneando e gritando. Todos os guardas se levantaram e aproximaram-se de Vilani. Mingau aí levantou-se.

-Não façam nada a não ser que eu ordene!!!

Mingau levantou-se devagar. – Agora sabes o meu pequeno segredo! Por que é que eu te queria matar!! Por que és a única que me pode magoar!!! – os olhos de Mingau flamejavam de raiva. Levantou-se cabaleando. O sangue escorria pela face de Mingau mas não chegava a tocar no chão. Desaparecia como se fosse evaporado. – è a primeira vez que sinto dor... esperava nunca sentir, mas mesmo matando Yuri fui incapaz de conseguir guardar o meu segredo! – Vilani ficou chocada – Oh, esqueci-me!! Tu tinhas um grande apreço por Yuri!

-Sua... sua.. SUA!!!!!!! – Vilani estava descontrolada e aí ela gritou só por gritar – CRUCIATUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um jacto de raios libertou-se da boca de Vilani e foi mesmo embater na testa de Mingau. Mingau gritava e contorcia-se de dor. Tudo o que acontecera a Vilani com aquela maldição acontecera a Mingau. Da face de Vilani escorriam duas lágrimas de mágoa. Aí ela parou... olhou para Mingau estendida no chão e a tremer. Mingau levantou-se devagar.

-Eu acho injusto quando as pessoas estão em desvantagem. Não continuo porque seria injusto. – disse Vilani com ódio – mas agora podes lutar. Luta e que vença a melhor!!

Mingau olhou pra Vilani e gritou num guincho – EXPELLIARMUS!!!!!!!!!!

Sabe-se lá de onde algo veio á cabeça de Vilani e gritou – PRIORI INCANTATEM!!!!!!

Dois jactos saíram da boca das duas leoas em luta. De Mingau saiu um jacto rosa, cor do seu nariz, espalhando-se em vários raios. Mas da boca de Vilani saiu um azul brilhante protegendo-a. Ela aí percebeu de onde vinham aqueles ensinamentos. Era Mystic com muito esforço, tentava passar os seus conhecimentos á sua enviada. Após breves segundos Vilani sabia quase tudo sobre maldições e, no momento em que a mãe estava quase a acabar, o maldição Priori Incantatem acabara e Vilani fora atingida novamente pela maldição cruciatus. A ligação entre ela e Mystic fora quebrada rapidamente e Vilani sentiu de novo as dores, mas desta vez ela não queria parar. Queria torturar Vilani até á ultima gota de vida desta, mas Vilani conhecia um maldição...

-IMPEDIMENTA!!!! – gritou com dor.

A maldição cruciatus virou-se contra Mingau. Vilani parou e olhou Mingau que acabara de gritar Veritaserum. Mas Vilani protegera-se, saltado. O maldição acabara de acertar em trinta guardas. Vilani, ainda no ar com o salto gritou fortemente ‘stupefy’ que fez projectar Mingau para trás, embatendo contra o chão frio da caverna.

Mingau levantara-se rapidamente e gritara - PEDRITURIUS!!!!

Mas não fora para Vilani. Fora para Zantan que já conseguia falar. Zantan ficou petrificado frio como pedra, de boca aberta. Vilani olhou Zantan. Agora ele ficaria assim até ao principio do dia.

Aí Mingau olhara Vilani. – Chegou a hora! – murmurou – O dia está a reabrir. É agora que vais morrer. ENGROGIUS!!!

Vilani também acabara de mandar uma maldição... – REDUCIUS!!!!!

Um jacto de luz branca projectou-se da boca de Mingau ao mesmo tempo que um jacto de luz vermelha saía da boca de Vilani – encontraram-se no ar – e de repente, Vilani sentiu a sua boca como se vibrasse.; a sua boca parecia incapaz de se fechar e um estreito feixe de luz ligava agora as duas leoas, nem vermelho, nem branco, mas de um dourado brilhante e profundo – e Vilani com dificuldades também viu Mingau presa, sem se conseguir livrar do feixe.

E então, as duas sentiram as patas a erguerem-se do solo. Vilani e mingau estavam ambos a serem levantados no ar, afastando-se do chão... os guardas gritavam, pediam instruções a Mingau, enquanto se aproximavam do terreno de batalha, e fazendo um circulo mesmo por debaixo de Mingau e Vilani; aí o fio de luz fez algo estranho. Desapareceu por uns momentos, mas reapareceu novamente nas patas de Vilani e Mingau. Agora estavam ligadas pelas patas...

Cada vez mais forte, Vilani e mingau, sentiam o fio como se fosse inquebrável. Lá em baixo os guardas, juntamente com Leo, pareciam bandos de chacais quando avistam uma presa.

-NÃO FAÇAM NADA!!!! ELA É MINHA!! EU É QUE A MATO!!!

Mas nisto os amigos de Vilani soltaram-se das maldições em que estavam. Zantan voltou a ser uma pantera de pêlo negro reluzente, e os amigos de Vilani já podiam falar e andar. Sim! O dia tinha chegado. Enquanto Vilani e Mingau se olhavam, lá em baixo, os amigos de Vilani lutavam contra os guardas. Também apareceram várias panteras, leoas e alguns leões, para ajudar. Nimba, Mamela e Vilá acabavam de soltar todos os prisioneiros. Mingau gritou de fúria.

-NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!!!!! AMLDITA SEJAS, Vilani!!!!

-Vilani!! Ataca-a agora!! – gritou uma voz. Era Mystic que a olhava mais os outros deuses juntamente com Cicl.

O fio foi quebrado. Fora Cicl que fizera tudo!! Vilani aí gritara

- CRUCIATUS IMPIADUSÓUS!!!!!!!!

Mingau olhara Vilani nos olhos, mas o raio de Vilani não saíra apenas da boca de Vilani, mas também saíra dos olhos. Vilani gritou de dor, enquanto Mingau desaparecia devido á maldição. Mas Mingau não se ficou por ali. Ainda chegou a gritou ‘nercavous’ fazendo com que Vilani cuspisse sangue.

Vilani agora caia do ar. Cicl estava esgotado deixando-a cair. Mi agarra Cicl rapidamente e com um gesto faz com que Kovu, Sankau e Laani apanhem Vilani.

***

Vilani está junto a uma rocha tonta, mais desmaiada do que acordada. Kovu bate-lhe duas vezes devagarinho para ela acordar.

-Mystic, achas que ela sobrevive? – perguntou Zari e Vincia ao lado de Mystic.

-Ela é forte... mas só depende dela... – Mystic murmurava as palavras a tremer. Quase chorava – Vá lá Vilani, aguenta!

Mystic começara a cantar a sua cação, pondo Vilani encostada a ela.

Deep in the night the winds blow cold,
And in a heartbeat, the fear takes hold.
Deep in the storm there's a place that's soft and still,
Where the road waits to be taken if you only will.
The voices inside you can lead you so astray,
Believe in what you dream, don't turn away, don't you turn away.

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

Somewhere in time the truth shines through,
And the spirit knows what it has to do.
Somewhere in you there's a power with no name,
It can rise to meet the moment and burn like a flame.
And you can be stronger than any fear you know,
Hold onto what you see don't let it go, don't you let it go.

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

There's no turning back.
You're destiny is calling.
Listen to the thunder roar,
And let your heart break free.

Ohhhh!

Reach for the light

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

REACH FOR THE LIGHT,
YOU MIGHT TOUCH THE SKY.
STAND ON A MOUNTAIN TOP, AND SEE YOURSELF FLYIN'.
REACH FOR THE LIGHT,
TO CAPTURE A STAR,
COME OUT OF THE DARKNESS AND FIND OUT WHO YOU ARE.

Yeaahh!
Yes reach for the light.

No chão encontrava-se os guardas desmaiados e á volta de Vilani estavam todos os seus amigos juntamente com os deuses. Vilani tinha a testa ferida, cheia de sangue, uma pata partida, parecia que tinha levado um grande murro no estômago, tinha os dois olhos negros e arranhões por todo o corpo. Tinha a boca toda ensanguentada e sempre que era movimentada saia sangue da boca.

-A maldição nercavous é uma maldição muito poderosa. Pode matar, pôr a pessoa louca ou ficar amnésica... – explicou Molli, a deusa das maldições – Vilani parece que não recebeu nenhuma dessas, pois estava sobre o poder de Cicl. Teve sorte.

Todos estavam abatidos... Até que Zantan se levantou.

-O que é aquilo? – Zantan apontou pra algo que se movimentava ao longe. Ele correu até lá – só podia se reste medricas! Leo!!

Zantan levou Leo até aos outros.

-O que vamos fazer com ele? – perguntou Vincia, quando o viu.

Leu olhou Vincia, a sua mulher morta e gemeu ás patas dela.

-Amor, por favor!! Eu sou o teu marido!! Sempre me amas-te e eu amei-te a ti!! Diz-lhes para não me fazerem nada!! Eu juro que não podia fazer nada!! Estava sobre poder de Mingau!! – Leo soluçava perdidamente – por favor!

Vincia olhou para ele com ar de nojo – És repugnante!! Traíste a tua própria filha, a mim, á tua ‘mãe’ deusa, e agora gemes-te aos meus pés para te desculpar!! Agora que sou fantasma! Mas fica sabendo, Leo, se fosse viva – Vincia parou Leo olhava-a com ar de ter esperança – Não fiques tão esperançado, pois fica sabendo que te matava logo!!

Kovu pega Leo pela goela e eleva-o até cima da cabeça dele. – Vê o que fizeste á Vilani, seu monstro insignificante!! Está ás portas da morte e tu continuas a preocupar-te com a tua miserável vida!!! – rosnou ferozmente Kovu. Leo engoliu a seco.

-Eu tenho uma cura pra ela – disse Leo aflito e a tremer. Kovu deixou-o cair no chão.

-Repete!! – ordenou Vilá.

-Eu conheço uma cura pra ela... é um feitiço que só Mingau , Rafiki, Angel, Ilias e eu sabemos! É contra este feitiço... nercavous.

-Diz-nos imediatamente, senão corto-te a garganta!! – isse Kovu tão secamente quanto podia.

-Hehe! – gozou Leo – se me matares ninguém fica a saber como curar Vilani.

-É mesmo parvo!! – disse Vinca – numa situação como estas ainda tenta fazer chantagem!

Tambi chega-se ao pé dele com os olhos em chamas – Dãããã!!! Nós conhecemos Rafiki!!!

-Glup!! Fiquei mal!!

-Conta-nos!! – Kovu elevou de novo Leo.

-Ok, ok!! Há uma flor existente na Tasmânia (aqui) a qual chamam sonho acordado. Faz com que as dores passem de imediato, mas apenas por algumas horas.

Kovu quase matava Leo – Nós não queremos que apenas lhe passe as dores, IDIOTA!!!

-Hei, Kovu, calma!! – Kiara chegou-se ao pé de Kovu – Não fiques nervoso!!

Leo continuou a tremer – essa flor serve para a cura! Junta-se terra de pérola e água das nuvens! Mistura-se com amor do sonho e já está. É só dar-lhe a beber!

-Mas ele está a falar em código morse!!! Amor do sonho!! Não notam que ele está a gozar connosco?!

-Não não está, Kovu! – disse a deusa Nil, a deusa das águas – Eu tenho água das nuvens como perfume!

-É e eu tenho terra de pérola como poção! – disse Mystic

-E o sonho do amor, é um dos meus sonhos! – disse Love, a deusa do amor.

Kovu estava embaraçado, mas teve outra coisa a perguntar – E como se tira um dos teus sonhos?

-O Cicl faz isso! – disse Leo.

-Estás a tentar ver se escapas, não é, sua minhoca viscosa? – gritou Zira a Leo

-Deixa-o! Esta traição já serve para Mingau o castigar com três maldições reducious. – disse Cicl

Leo estremeceu ao ouvir o nome Mingau – Mas ela não está morta?

Cilc ri. – Hahahaha! Nunca ouviste dizer que os deuses são imortais? Não quer dizer que ela nunca morra, mas quer dizer que é difícil de ela morrer. De certo que deve estar agora escondida muito ferida! Vá, meninas! Vão buscar os ingredientes.

Várias deusas desapareceram.

Zantan dirigiu-se para Cicl – Mas... não estou a perceber! Se os deuses são imortais porque é que Vilani conseguiu quase matar Mingau.

-Eu explico – disse Cicl calmamente – É o seguinte. Os mortais e os meios-deuses não podem matar os deuses. Apenas deuses podem matar deuses, apesar de isso ser proibido. Só em casos extremos. Acontece que como eu descuidei da minha missão (isso também é proibido de acontecer), que era ter a certeza a que Vilani fazia a sua missão aqui na terra, tive de dar a Vilani algo em troca. Ser Deus quase por completo!

-Então ela é... – Kovu olho espantado para Vilani

-Uma deusa? Não! Nunca foi meia-deusa. Foi quase deusa. Ela podia ser morta por qualquer um, apesar de ser difícil de o fazer. Só eu sabia, mas parece que Mingau estava a espiar-me. Foi por isso que ela tomou providências.

Mystic olhou para Vilani que dormia com o sofrimento. – Espero que elas se despachem.

Quando Vilani acabou de dizer isso, três leoas apareceram. Juntaram tudo num cabaz e então, a deusa Love aproximou-se de Cicl. Ele arrancou-lhe um dos pelos dourados. Significava que cada pêlo era um sonho.

Depois misturou-se tudo novamente muito bem. As coisas que Vilani nunca conseguiria beber (o cabelo e a flor) foram retirados. Depois deram a beber a Vilani. Aquela mistura, mal tocou na boca de Vilani tornou-se vermelha devido ás grandes quantidades de sangue.

Apesar disso, deram de beber tudo a Vilani, que engoliu com dificuldades.

-Agora é só esperar – disse Leo.

-Cala-te!!! – gritou Zari. – O que fazemos com ele Cicl.

-Ele vai ter de voltar para Mingau, quer queira ou não! Looki!! – uma deusa parecida com Vincia aproximou-se. Era a deusa dos locais. Podia ver onde estava quem na terra. – Procura Mingau! Lembra-te, não digas onde ela está! Depois diz a Leo onde ela se encontra e Leo, depois vais ter de partir para ires ter com a tua ‘mãe’ deusa, Mingau!

Leo gemeu mais alto que ninguém – Não, não, NÃO!!! Por favor, deus dos deuses, Cicl, não me fazeis isso!! Ela vai-me matar!!

-Não vai não!! Até parece que não conheces a tua mãe!! Como já disse, ela é apenas capaz de te fazer três maldições cruciatus, para te castigar! E isso é no máximo. O mínimo, é dar-te um dos seus beijinhos. E ficas totalmente á mercê dela durante 10 dias! É pouco! – disse Cicl. – Looki, faz o que tens a fazer e depois de Leo partir, tem a certeza se ele vai ter com Mingau.

-Sim! – disse Looki. Agarrou na sua bola de cristal e começou á procura.

Leo quase chorava.

***

Vilani sentiu um formigueiro nas suas orelhas. Levantou-se rapidamente e depois abanou-se. Não tinha os seus brincos postos. Alguém os tinha tirado. Vilani olhou em volta e viu uma pessoa que ela conhecia

-Mãe? – balbuciou – Za-za-zari?

Zari virou-lhe para ela. – Oh, já acordas-te? Estive a limpar-te os brincos!

Vilani atira-se a Zari par a cumprimentar mas passou por ela. Não lhe consegui tocar. – Que se passa...? Mãe tu és... UM FANTASMA!!!

-Oh, minha querida! Esqueci-me que não viste nada. Senta-te aqui ao pé de mim.

Vilani sentou-se e ficou a escutar atentamente Zari. – Lutas-te contra Mingau e desmaias-te divido á sua maldição. Sabes bem que nós, os fantasmas, vivemos lá em cima e podemos andar por aqui desde que estejamos com deuses. Certo?

-Sim, eu sei – disse Vilani

Zari continuo – Quando tu desmaias-te, todos os que te conhecem vieram cá para ver se estavas bem.

-Ah! De momento pensei... – duas lágrimas escorreram pela face de Vilani.

-Vincia, Zira, Scar, Nuka, Silka, Vatina e os outros também cá estão... Vai vê-lo... e... hm... toma... os teus brincos! – Vilani olha Zari que parecia querer chora mas não conseguia – Os fantasmas não podem chorar!

Zari toca em Vilani. – Eu posso tocar-te, mas tu não podes tocar-me a mim. Tenho pena disso!

Vilani corre para procurar os outros fantasmas. Viu-os juntos de Kovu, Kiara, Irá, Mamela, Vinca, Vilá, Ella, Nimba, Tambi e Leia. Alguém toca levemente no ombro de Vilani.

-Pensas-te que eles estivessem vivos, não pensaste? – era Zantan

-Por momentos... sim. Queria tanto... – Vilani agarra-se a Zantan num abraço.

-Vai lá cumprimenta-los. A tua mãe e os outros deuses também lá estão. – disse Zantan

-Vem comigo! – pediu Vilani

-Está bem! – os dois descem a colina ao encontro deles.

Kovu aproxima-se de Vilani e sorri-lhe os dois beijam-se como faziam á muito tempo atrás, quando eram dois jovem imensamente apaixonados. Agora esperam estarem juntos... para sempre.